É inevitável. Mesmo que Galo e Corinthians ainda tenham "pedreiras" pela frente nas semifinais da Copa Sul-Americana, em jogos de ida e volta contra Cólon, da Argentina, e Independiente del Valle, do Equador (respectivamente), agora em setembro, o confronto entre ambos pela 17ª rodada do Brasileirão, neste domingo, em Itaquera, não deixa de ser visto como uma possível prévia de uma hipotética decisão do torneio internacional. O desafio será em novembro, em partida única, no Paraguai.

Procurando ficar alheio a tal possibilidade, contudo, o técnico Rodrigo Santana manteve a equipe focada 100% nos trabalhos para enfrentar o Timão, durante a semana, de olho na subida da tabela do campeonato nacional. 

Afinal, os dois times, praticamente emparelhados na classificação, com 27 e 28 pontos, brigam para ascender, garantir lugar no G-4 e colar nos líderes, alimentando as esperanças de reconquistar tão sonhado título. E o Galo ainda vem de duas derrotas no certame, sofridas no período em que se dedicou à disputa da taça internacional, contra o La Equidad.

"A gente precisa reagir no Campeonato Brasileiro. Colocamos o foco na Sul-Americana e a classificação nos deu muita força para voltar fortes no Brasileiro", disse o técnico. 

"Até a 14ª rodada, estivemos sempre na zona de classificação para a Libertadores e a gente precisa voltar. Então, é muito importante somar, serão dois jogos fora (o próximo é contra o Botafogo, no domingo que vem) e, quanto mais pontos a gente somar, melhor", acrescentou.

Rodrigo Santana destacou ainda a necessidade de o time buscar fazer "uma partida quase perfeita" para superar o Corinthians em seus domínios. "Esperamos fazer um jogo em que a gente erre o mínimo possível e consiga concluir em gol as chances que criarmos", comentou.

Questionado sobre a hipótese de um novo enfrentamento entre as duas equipes na final da Sul-Americana, Santana até admitiu que, além dos propósitos imediatos e mais domésticos, a partida da Arena Corinthians poderá, de fato, servir de aprendizado. 

"É muito importante fazer esse jogo para ver o momento, como está o ritmo da equipe deles durante os 90 minutos, mas a gente sabe que ainda temos, tanto nós quanto eles, dois adversários duríssimos e não há nada definido", afirmou.