No dia 29 de junho de 2012, o paulista Victor Leandro Bagy era anunciado como novo dono da camisa 1 do Atlético. Terminava ali um hiato que durava desde junho de 2007, quando Diego Alves trocou o Galo pelo Almería, da Espanha. Na ocasião, os torcedores alvinegros tinham a certeza de que o gol atleticano estava na mãos de um goleiro de alto nível, com várias convocações para a Seleção Brasileira.

O que a Massa Alvinegra não podia imaginar era que o goleiro se transformaria em santo em tão pouco tempo e se tornaria um dos grandes ídolos da história do clube de Lourdes. Victor é um dos responsáveis diretos pela conquista de títulos importantes, como Libertadores, Recopa e Copa do Brasil.

Quando entrar em campo na próxima quarta-feira (16) contra o Santos, na Vila Belmiro, Victor estará mais uma vez fazendo história com a camisa do Atlético. A partida contra o Peixe será a de número 200 de Victor pela equipe mineira. “É uma situação importante para mim e para o Atlético, uma marca legal, expressiva, em um clube onde tenho vivido tantas coisas positivas, tantas coisas boas, um crescimento muito legal, muitas conquistas”, comemora o goleiro atleticano.

O crédito com a torcida é tão grande que nem mesmo quando falha como aconteceu no gol do Cruzeiro no clássico do fim de semana ele é cobrado pelos atleticanos. Mas, como bom santo que é, o camisa 1 do Galo ainda operou um milagre nos instantes finais do confronto. Defendeu um pênalti cobrado por William, que faria o rival garantir a vitória. Com o feito, apagou a má impressão deixada no início do jogo e saiu do gramado mais uma vez como herói.

Para os mais fanáticos, o lance protagonizado por Victor no fim da partida é um prenúncio do título de campeão brasileiro, apesar da distância de cinco pontos para o líder Corinthians. Eles fazem uma ligação com o título da Libertadores e a defesa com o pé esquerdo feita por Victor contra o Tijuana. Para muitos, esta defesa foi decisiva para a conquista Sul-Americana.

“Fico feliz de poder chegar a essa marca com tanta identificação com o clube e espero que seja o início de, pelo menos, mais 200 jogos pela frente, agora com mais quatro anos de contrato, poder, a cada dia, escrever mais o meu nome na história do Clube Atlético Mineiro”, completa Victor.