Um abraço aqui, uma conversa ali. O bom filho à casa torna. Sete anos depois, o técnico Levir Culpi, queridinho da torcida do Atlético, está de volta à Cidade do Galo.

Apresentado oficialmente na última sexta-feira (25), em Porto Alegre, o treinador que recolocou o time alvinegro na elite do futebol brasileiro, ao se tornar campeão da Série B, em 2006, reencontrou na terça-feira (29) o velho lar, onde matou saudade de antigos amigos.

De estranho no ninho Levir não tinha nada. Estava em casa. “Estranhos” eram os jogadores que ele encontrou. Quando deixou o clube, após o título do Campeonato Mineiro de 2007, tinha em mãos um grupo muito mais modesto para trabalhar. Desta vez, a realidade é bem diferente e o técnico terá que fazer jus à aposta da diretoria.

Há sete anos, o lateral-direito Coelho e o zagueiro Marcos eram os mais experientes no meio de muitas jovens promessas que não vingaram, como o zagueiro Lima, o volante Rafael Miranda, o meia Danilinho e o atacante Éder Luís. Além do goleiro Diego Alves, hoje no Valência, da Espanha, nomes como o volante Bilú, o lateral-esquerdo Thiago Feltri e o atacante Vanderlei não deixaram nenhuma saudade nos corações alvinegros.

Responsabilidade

Na terça-feira (29), Levir Culpi se viu cercado de estrelas, muitas delas de seleção, como os zagueiros Réver e Otamendi, o lateral-direito Marcos Rocha, o craque Ronaldinho Gaúcho e os atacantes Diego Tardelli e Jô. Se por um lado aumentam as opções, por outro a responsabilidade e a confiança depositada nas costas do treinador é dobrada.

Depois de estrear na derrota para o Grêmio no fim de semana, o técnico do Galo está diante de seu primeiro grande desafio. O time precisa vencer nesta quinta-feira (1º), às 19h15, no Independência, o Nacional, de Medellín, na Colômbia, por pelo menos dois gols de diferença, para manter vivo o sonho do bicampeonato da Copa Libertadores.

Se a responsabilidade é grande, o tempo é curto. O treinador terá apenas quatro treinamentos para tentar dar sua cara ao time até a “decisão” da competição internacional.

Em seu primeiro treino na Cidade do Galo, nesta quarta passagem pelo clube mineiro, Levir dividiu o trabalho em duas etapas. Primeiro, observou o grupo em um trabalho técnico e tático, e depois comandou um treino coletivo.
 
Saída de Tardelli deve ser a primeira mudança

O técnico Levir Culpi corre contra o relógio, mas já percebeu nestes poucos dias que mudanças precisam ser feitas com urgência. E o atacante Diego Tardelli deve ser a primeira alteração do treinador para a decisão desta quinta-feira contra o Nacional de Medellín, às 19h15, no Independência, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores 2014.

Levir dividiu o trabalho da última terça-feira (29) em duas etapas. Na primeira, que contou com a participação do camisa 9, ele observou o grupo em uma movimentação técnica e tática.

Em seguida, chamou 11 titulares e orientou um coletivo tático, quando Tardelli ficou de fora.ogo depois, o jogador deixou o gramado do campo 1 da Cidade do Galo alegando que iria fazer um trabalho com gelo e não apareceu mais.

Ronaldinho Gaúcho, outro que vem sendo bastante questionado, ganhou mais uma chance contra os colombianos. Ele e Tardelli já haviam sido substituídos aos 20 minutos do segundo tempo na derrota contra o Grêmio, domingo, em Porto Alegre, por deficiência técnica.

Jogadas aéreas

Durante a movimentação da última terça-feira (29), o treinador parou várias vezes as jogadas e orientou bastante os jogadores, principalmente com relação ao posicionamento em lances aéreos.

Marion deve ser a única novidade do time. Apesar da falha contra os gaúchos, Alex Silva está mantido na lateral-direita, enquanto Marcos Rocha segue afastado por contusão. Réver também continua no banco.

Após o treino, o goleiro Victor falou sobre os primeiros dias do comando de Levir. “É pouco tempo, mas dá assimilar sim. Cada treinador tem sua metodologia, sua filosofia. O Levir é um treinador que bate bastante na tecla da motivação. A sequência não foi muito favorável e ele tem tentado nos motivar muito. Ele também cobra muito, tem currículo e tudo para fazer um grande trabalho”.