Para colocar o atacante Clayton em campo, o  Atlético tem outra batalha a ser vencida na CBF. Mas a diretoria do clube mineiro acredita que esta luta será mais fácil do que a travada anteriormente com a AFA (Associação de Futebol da Argentina) para obter a regularização do meia equatoriano Juan Cazares.

O diretor de futebol do Galo, Eduardo Maluf, explicou a situação do novo reforço e garantiu que, até esta sexta-feira (11), o jogador estará com o nome no BID (Boletim Informativo Diário), e assim, apto para estrear contra o América, no clássico pela sétima rodada do Campeonato Mineiro, no domingo (13).

"Foi uma normatização da CBF. Colocaram (a nova norma) a partir do dia 1º de março, e pegou essa transferência do Clayton. Mas estamo tranquilos que a partir de semana que vem o Clayton vai estar em condições. Não tenho pressa de ser segunda-feira, porque ele só pode jogar domingo, então podemos fazer na sexta. Só queremos que ele tenha condição de jogar. Tenho certeza que ele estará disponível para o jogo de domingo", disse Maluf.

A CBF impediu a publicação de Clayton no BID, fazendo valer a norma da Fifa que impede a participação de investidores nos direitos econômicos dos jogadores. A partir de agora, apenas clubes podem deter percentual de atletas. No caso de Clayton, o Figueirense precisa provar que, ao vender 50% dos direitos do jogador ao Galo, ainda detém os outros 50%. Na explicação de Maluf, não cabe ao Galo explicar a outra metade dos direitos.

"A CBF pediu ao Cruzeiro, ao Atlético e ao América que informem todos os jogadores que têm percentual. Lá atrás, quem teve o direito adiquirido, na venda do Figueirense, ele (clube) pode dar ao investidor que quiser. A partir do contrato novo, não pode ter investidor mais. O que demorou foi que houve uma solicitação da CBF na quarta-feira à noite, não só do Clayton, mas de todos os jogadores. E você não faz isso na quinta e na sexta. O Atlético está providenciando, vai entregar esses documentos à CBF. Mas não temos nada a ver se o Figueirense vai ficar com os outros 50%, se ele tem outros parceiros, porque, a partir de agora, não pode ter aparecer (investidor)", explicou o diretor.

O jogador de 20 anos era mais uma vítima do fatiamento. Um percentual dele foi cedido do Figueirense à empresa gerida pelos filhos do atual presidente do Figueira, Wilfredo Brillinger, que, antes de assumir o atual posto, virou parceiro do clube mediante um empréstimo de R$ 500 mil. Prata da casa do Figueira, Clayton chegou a ter apenas 10% dos direitos econômicos vinculados ao clube de Santa Catarina.

Os empresários Jorge Machado e Eduardo Uram, com grandes cartelas de jogadores no futebol brasileiro, também possuem participação no jogador. A parte de Uram, entretanto, foi negociada com o Galo. Já Machado, que gerencia a carreira de Clayton, ainda mantém um percentual.