Foram 13 anos sem ver o Atlético disputar a Libertadores. Por isso, o clima de euforia tomou conta do Independência, nos arredores e dentro do estádio. Um sentimento especial era unanimidade na Massa alvinegra: o sonho de ver o Galo levantar a taça da competição.

Em meio à grande festa, muitos torcedores compartilhavam a inédita experiência de acompanhar o Galo em ação na Libertadores pela primeira vez. É o caso de Davi Bastos. Com apenas oito anos e a “experiência” de ter assistido a quase todos os jogos do Atlético como mandante no Campeonato Brasileiro, no ano passado, ele contava os minutos para ver o time em campo pelo torneio internacional.

“É uma emoção muito grande. Confesso que meu coração está batendo mais forte”, disse o pai do garoto, Gilson Bastos. “Depois de 13 anos, o Galo está de novo na Libertadores, competição na qual tenho o prazer de trazer meu filho para acompanhar pela primeira vez. Isso é muito gratificante”. Gilson acompanhou todas as participações do alvinegro no torneio.

“Nunca vi o Atlético na Libertadores. Estou muito emocionado”, compartilhou o estudante Daniel Rievers, de 13 anos.

Velha emoção

Entre os “veteranos”, o clima não era diferente. O empresário Wágner Guerra, 36, relembrava com alegria uma partida do Atlético na última vez em que o clube participou da Libertadores, em 2000.

“Que recordação. Me lembro que estava no Mineirão, na partida do Galo contra o Cobreloa. O Guilherme fez um golaço naquele dia”, contou Guerra, referindo-se ao atacante que jogou no clube de 1999 a 2002 e em 2003. “Depois de tanto tempo, estou aqui de novo”.

A festa, contudo, não terminou bem para os cambistas. Antes de a bola rolar no Independência, procurando reduzir o prejuízo, muitos estavam vendendo ingressos de R$ 60 pela metade do preço. Outros, distribuíam bilhetes de graça.