O duelo dessa quarta-feira (29) entre Atlético e São Paulo mobiliza tanto os atuais jogadores dos dois clubes quanto quem já fez história com as camisas alvinegra e tricolor. Quando a bola rolar no Mineirão, às 22h, Guilherme de Cássio, que hoje é treinador, estará em frente à televisão para acompanhar o que ele afirma ser o confronto das duas principais equipes de sua vida.

Há três anos no cargo de técnico do Novo Horizontino, clube que disputará a primeira divisão do Campeonato Paulista em 2016, Guilherme, de 41 anos, aponta o time mineiro, defendido por ele de 1999 a 2003, como o favorito ao título do Brasileirão. Para ele, o Atlético, atual líder, terá como concorrentes duas equipes do mesmo nível: Corinthians e Palmeiras.

Sonhando em se dar tão bem com a prancheta nas mãos como foi com as chuteiras, o ex-jogador guarda na memória os bons momentos em São Paulo e BH. “O São Paulo foi o primeiro grande clube da minha carreira, e o Galo foi onde eu cheguei ao auge”, afirma o “goleador galã”. Ele foi apelidado assim por Dadá Maravilha.

Menino dos olhos do técnico Telê Santana, Guilherme foi contratado junto ao Marília em 1993 e ficou 16 meses no clube do Morumbi, antes de se transferir para o Rayo Vallecano, da Espanha. “Estreei num torneio que disputamos e marquei quatro gols contra o Tenerife”, relembra o ex-jogador. “Esta partida, inclusive, foi a estreia do Rogério Ceni como titular do São Paulo”, ressalta.

Mas foi em 1999 que a vida do artilheiro mudou. Após passagens sem sucesso pelo clube espanhol e por Grêmio e Vasco, Guilherme chegou ao Atlético. No Galo, o matador foi fundamental na campanha do vice-campeonato Brasileiro daquele ano, se tornando o artilheiro, com 28 gols. Com Marques, ele formou uma das duplas mais famosas da história do clube mineiro.

Na história

Alternando gols bonitos com os fáceis, Guilherme deixou o Galo em 2002 para atuar pelo Corinthians. De volta a BH em 2003, ele já não era mais o mesmo.

Contudo, deixou o Atlético com status de sétimo maior artilheiro da história do clube. “O Atlético hoje é outro. A única coisa que não mudou em relação à minha época foi a história e a torcida”, afirma o ídolo dos atleticanos.

Sobre o São Paulo, ele demonstra muito pessimismo. Para Guilherme, o clube paulista vive um dos piores momentos dos últimos anos. “Toda semana tem um problema no São Paulo. A equipe só está bem na tabela por causa dos talentos individuais”, avalia.

Antes de pendurar as chuteiras e se tornar treinador, o ex-matador passou pelo Al-Ittihad (da Arábia Saudita), Cruzeiro e Botafogo.