O mistério sobre a escalação do Galo para o clássico deste domingo contra o América, pela penúltima rodada da primeira fase do Estadual, só deve terminar no vestiário do Mineirão. Embora Levir Culpi já tenha adiantado que colocará em campo o time titular, que atuou apenas três vezes no campeonato, eventuais mudanças entre os titulares poderão representar o atendimento do treinador a alguns pedidos da torcida.
 
Uma das alterações mais prováveis é na lateral-direita. Criticado por recentes desempenhos, Patric pode dar lugar a Guga, cujas atuações têm agradado ao técnico. Também há possibilidade de mudanças no meio de campo: Elias, outro questionado, poderia ceder espaço para a volta do velocista Chará, que foi para o banco por não estar correspondendo, conforme o próprio Levir.
 
Dúvidas também pairam sobre a volta ou não de Adilson, recuperado de contusão. O atleta concorre com Zé Wellison, Jair e o próprio Elias pela posição. Até o uruguaio Terans poderia ganhar chance na equipe, formando trio na intermediária e no ataque com Cazares e Luan.
 
Especulações à parte - o Galo faz treino nesta tarde para fechar a escalação -, Adilson ressalta que o confronto com o América é uma oportunidade para que o time reencontre o bom futebol, que até tem sido visto no Mineiro, mas ficou distante dos dois últimos jogos, e derrotas, na Libertadores. 
 
"É um clássico decisivo par a gente e vamos fazer o nosso melhor para tentar garantir a liderança. Isso é o mais importante nesse momento. Em curto prazo, é isso que precisamos mentalizar”, disse o meio-campista.
 
Adilson também pediu paciência com a equipe, que precisa de apoio para seguir vencendo no Mineiro e voltar a brilhar no sul-americano, como fez antes da fase de grupos. "Não é o apocalipse ainda. Parece que está tudo errado e que acabou tudo, mas não é assim. Esse é o momento que a gente precisa de apoio. Vamos tentar ser mais positivos e apoiar todo mundo para que a gente possa crescer, evoluir e ter melhores resultados que os recentes", completou.