O Atlético estava disposto a bater o pé e só liberar o atacante André ao Corinthians após o fim do contrato, marcado para junho. Entretanto, foi convencido pelo Timão mediante alguns fatores. Um deles foi a venda de Giovanni Augusto (60% dos direitos por R$ 15 milhões). O outro fator é que o Galo abriu mão do jogador em janeiro, mas manteve 20% dos direitos econômicos do "Bebezão", algo que será válido caso ele seja vendido pela equipe paulista.

André cumpre suspensão automática na Libertadores, mas é titular da equipe de Tite, após assinar pré-contrato com o atual campeão brasileiro no começo do ano. Antes, ele tinha mais seis meses de vínculo com o Galo, sendo que 75% dos direitos econômicos eram do clube mineiro e os outros 25%, do Santos.

Santos e Atlético, inclusive, precisam resolver uma questão sobre André. O clube mineiro afirma que o centroavante foi de graça ao Corinthians. Mas a diretoria do Peixe acredita que tratou-se de uma transferência onerosa e que, portanto, teria direito a 1/4 do valor total da negociação. Esta cobrança se daria, segundo apurou a reportagem, em 25% de 1,5 milhão de reais (R$ 375 mil).

As diretorias de Galo e Peixe são amigas e a tendência é de haver uma solução longe dos olhos da Justiça. "Nós estamos conversando com o Daniel (Nepoucemo) para que a gente chegue em um acordo sem nenhum problema", afirmou o presidente do Santos, Modesto Roma Jr., ao HD.

Oferecido ao Peixe
André "Bebezão" poderia ter voltado ao Santos em 2015 e vestiria o manto defendido por Pelé pela terceira vez. Com a intenção de "se livrar" do jogador, a diretoria do Atlético procurava um novo clube para ele e topou até mesmo ceder os 75% dos direitos econômicos do atleta ao Peixe, que rejeitou. Com o "não" santista, o jogador de 25 anos foi parar no Sport, onde se destacou no Brasileirão do ano passado.