O Atlético encarou como uma decisão o confronto com o Fluminense, na 32ª rodada do Brasileirão, no Independência, neste domingo. O Galo contou com uma torcida inflamada, além da dedicação sobrehumana de todos os atletas. Por isso, o Alvinegro conseguiu uma vitória espetacular, conquistada na base da dedicação e perseverança. Ao final, 3 a 2 para o Galo, com outros três bolas na trave, sendo que o tento decisivo aconteceu aos 47 minutos da etapa final.

Com o resultado, o Atlético soma três pontos, chegando aos 63. O Galo diminui a distância para seis pontos em relação ao rival Fluminense.

Na próxima rodada, o Galo encara o Flamengo, às 21 horas e 50 minutos, na quarta-feira (31), na arena Independência. O Fluminense recebe, no Engenhão, o Coritiba, nesta quinta (25), às 22 horas.

O JOGO

A torcida atleticana foi ao Independência disposta a fazer a diferença diante do Fluminense. Gritando ininterruptamente, os torcedores tentavam motivar os jogadores do Galo no confronto decisivo contra o líder do Campeonato Brasileiro. O Tricolor, por sua vez, dedicava-se à marcação. A ideia era segurar o ímpeto alvinegro nos minutos iniciais.

Com o Galo tomando o protagonismo logo de cara, o time teve a primeira chance de marcar. Leandro Donizete apareceu pelo lado esquerdo e finalizou de canhota, a bola passou raspando o travessão defendido por Diego Cavalieri. Aos oito, em velocidade, Bernard deu passe perfeito para Jô, que chutou de primeira. O goleiro tricolor fez espetacular defesa, impedindo que o Alvinegro saísse na frente. Aos 16, outro ótima chance para o Galo. Marcos Rocha deu passe primoroso, mas Guilherme isolou o chute na cara de Cavalieri.

Só dava o Atlético no confronto. Com Diguinho e Edinho como opções para a saída de bola, o Flu não conseguia criar nada e facilitava a marcação do Galo. No ataque, o time alvinegro fazia uma "blitzkrieg" na defesa tricolor. Aos 20, em falta frontal, Ronaldinho Gaúcho cobrou com perfeição e marcou de falta. No entanto, o árbitro do confronto marcou falta de Leonardo Silva, que empurrou dois jogadores do Fluminense na cobrança da falta, anulando o tento. Reclamação dentro e fora de campo no Independência, com jogadores e torcida revoltados com o juiz.

O Galo era soberano no confronto e sequer parecia o duelo entre dois times que brigam pelo título, tamanho era o domínio técnico atleticano. Aos 27, Bernard recebeu bola na cara do gol, Mas Diego Cavalieri fez brilhante defesa. No rebote, Jô cabeceou sem goleiro, mas Gum salvou o tento. A primeira chance perigosa do Flu ocorreu em um contragolpe. Wellington Nem ganhou na velocidade de Pierre, mas, ao driblar Victor, perdeu ângulo e não conseguiu finalizar. Aos 36, Atlético respondeu com troca passes na área, culminando em uma bomba de Marcos Rocha, defendida por Diego Cavalieri.

Aos 44, a chance mais incrível do Atlético. Bernard recebeu lindo passe de Ronaldinho Gaúcho, venceu o adversário na corrida e finalizou de canhota. Cavalieri, com a ponta dos dedos, desviou a bola, que, caprichosamente, tocou na trave e não entrou. Um minutos depois, foi a vez de Jô carimbar o travessão do Fluminense. O gol Tricolor estava fechado e a bola se recusava a entrar.

ETAPA FINAL

Após um elétrico primeiro tempo, mesmo sob um escaldante sol, o jogo começou mais morno na etapa final. O Galo aparentava dosar um pouco mais o ritmo, sendo que o Fluminense, cansado e satisfeito com o empate - que mantinha a vantagem de nove pontos -, também concordava com um jogo menos corrido. Nos dez primeiros minutos, poucas foram as oportunidades de gol criadas por ambos os times. O Alvinegro era mais presente no ataque, mas resumia seu arsenal ofensivo às jogadas de bola parada.

Aos dez, em um rápido contra-ataque, o Tricolor trocou passes com as principais estrelas arquitetando a jogada ofensiva. Deco tocou para Thiago Neves, que viu Fred livre na entrada da área. O artilheiro, sem demonstrar egoísmo, deu passe açucarado para Wellington Nem só deslocar Victor: 1 a 0. Nem mesmo o tento sofrido esfriou os ânimos do torcedor alvinegro, que começou a aplaudir e cantar músicas de incentivo.

Aos 15 minutos, a trave salvou mais uma vez o Tricolor. Leandro Donizete soltou um foguete de longa distância, que explodiu no pé da trave de Cavalieri. Inacreditável! Sem se entregar, como tem sido uma tônica deste Galo ao longo do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro seguia pressionando. Ronaldinho tentava ser protagonista da partida, seja nas cobranças de falta ou nas arrancadas. Aos 23, deu resultado a perseverança atleticana. R49 avançou, deixou a marcação para trás e rolou para Jô, que encheu o pé, sem chance para o goleiro Diego Cavalieri: 1 a 1. Na arquibancada, um torcedor começou a chorar com o tento atleticano.

Com o empate conquistado, o Atlético diminuiu, novamente, o ritmo, apesar de ainda dominar a maioria das ações no jogo. As jogadas estavam sendo criadas mais na base do improviso e do chutão. O Galo abdicava de colocar a bola no chão e trabalhar melhor a jogada. Quando voltou ao toque de bola, o Atlético foi premiado com mais um belo gol. Bernard deu lindo drible em Bruno e cruzou na cabeça de Jô, que deslocou Cavalieri e deu a vantagem no marcador ao Alvinegro, aos 36: 2 a 1.

Mas a vantagem durou pouco. Aos 40 minutos, Carlinhos entrou em velocidade na esquerda, cruzou para Fred, que se esticou todo para desviar a bola para o fundo das redes. Este é o centésimo tento do goleador pela equipe carioca. O resultado agradava ao tricolores que cozinharam a partida até o seu final. O Galo não desistiu. Aos 47, em cruzamento espetacular de Ronaldinho, Léo Silva testou com força para assegurar a vitória no Independência.