Tudo conspira para que o Celta de Vigo desfalque o Atlético. A diretoria do Galo faz punho firme para segurar o atacante Lucas Pratto. Entretanto, a equipe de médio/pequeno porte da Espanha insiste em negociar a transferência do atacante. Uma proposta de 12 milhões de euros seria a mais nova tentativa dos galegos.

Apesar de não ser uma potência da Espanha, o Celta teria bala na agulha para pressionar o Galo. Afinal, está perto de negociar o atacante Nolito ao Barcelona, no que seria a venda recorde do clube da Galícia. A multa de Nolito é de 18 milhões de euros. O Barça, entretanto, só poderia desembolsar tal valor em julho, por conta do Fair Play financeiro da Uefa. A tentativa da equipe da Catalunha é ter Nolito por empréstimo e com os direitos econômicos fixados em um valor milionário.

O presidente do Atlético afirmou que resolveria as questões das propostas por Jemerson e Lucas Pratto nesta sexta-feira (29). Entretanto, no caso do argentino, não é preciso ter tanta pressa. A Real Federação Espanhola adiou o fechamento da janela de inverno europeu. Passou da sexta-feira para a segunda (1º), às 23h59. Algo que facilitaria a vida do Celta.

O Atlético, por acordo com o Vélez Sarsfield, teria direito a 80% do valor total da transferência. Neste caso, ficaria com 9,6 milhões de euros (R$ 42,6 milhões), dinheiro mais do que suficiente para acertar as contas com o Al Gharafa-CAT e o Grêmio em relação às dívidas das compras de Diego Tardelli (R$ 13,3 milhões) e o goleiro Victor (R$ 6,6 milhões).

O Galo, entretanto, gostaria de liberar o camisa 9 apenas em julho, após a participação na Copa Libertadores. Isso porque, ao contrário do zagueiro Jemerson - outro bastante assediado no mercad - o atacante não tem um substituto de prontidão.

Pratto já teve experiência no futebol europeu ao defender o Genoa. Passagem discreta na Itália. O Celta de Vigo, mesmo não figurando entre as principais equipes do futebol espanhol, é visto como um bom destino pelo empresário de Pratto, Gustavo Goñi, que esteve no Brasil recentemente e disse para parceiros de negócio que gostaria de ver o cliente se transferindo ao Velho Continente.