Personalidade e raça. Talvez essas sejam as duas características mais valorizadas pela Massa dentro das quatro linhas. Por isso, a empatia com Nicolás Otamendi foi imediata após o superclássico do fim de semana passado. Tanto que os atleticanos logo o apelidaram de o “novo xerife alvinegro”.

Porém, o argentino não teve refresco no Galo. Apresentado na última sexta-feira, já vestiu a camisa 4 dois dias depois. O detalhe é que se tratava de um choque contra o arquirrival Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro, no Independência.

Só que Otamendi, ex-Porto (Portugal), mostrou a que veio. Esbanjou segurança e técnica. O hermano deixou o gramado do Horto aplaudido. A expectativa é por um desempenho semelhante hoje, às 19h30, diante da URT, em Patos de Minas, na sexta rodada do Estadual, quando formará dupla com Edcarlos, que faz a sua estreia.

Entre os titulares, somente Otamendi e o compatriota Dátolo pisarão no Estádio Zama Maciel. O técnico Paulo Autuori decidiu poupar o restante do grupo, de olho na disputa da Copa Libertadores, na próxima semana.

Receio

Ao ver Nicolás Otamendi na lista dos 11 que pegariam a Raposa, a Massa não escondeu a desconfiança. A bola rolou e Otamendi superou os obstáculos. A autoanálise, encerrado o confronto, prova que o próprio jogador saiu satisfeito do superclássico.

“Foi uma emoção ver o quanto a torcida vibrou do primeiro ao último minuto. Toda a atmosfera do jogo. Estou muito feliz com a minha estreia”, analisou.

Paulo Autuori também não economizou elogios: “Otamendi chegou e atuou. Nível competitivo muito alto, leitura tática excelente. Fez um treino conosco e fez o que está acostumado”, afirmou.

Linhagem dos xerifões

Otamendi tentará seguir agora a “linhagem” dos xerifões gringos do Galo. Os torcedores mais antigos se lembrarão de Olivera, que jogou no início da década de 80.

Quase 30 anos após se despedir da Massa, Olivera é o estrangeiro que mais marcou gols pelo clube. São oito em 72 duelos. Sagrou-se campeão mineiro de 1983 como jogador e repetiu a dose em 1985, na condição de atleta e técnico.

Durante o vice do Brasileiro de 1999, o argentino Galván formou uma lendária dupla de zaga com Caçapa. Já o paraguaio Cáceres tornou-se ídolo em 2005, mesmo com o rebaixamento do Galo. Ele chegou a participar da Copa do Mundo de 2006 e retornou ao Atlético em 2010, sem o sucesso anterior.