O Galo se fia em pelo menos três aspectos positivos para tentar vencer o São Paulo - distante 11 pontos na classificação e em quarto lugar no Brasileirão -, neste domingo, no Morumbi, pela 28ª rodada do campeonato. Os três pontos poderiam fazer com que os mineiros deixassem de vez a condição de time de meio de tabela e passassem a encarar mais seriamente a luta por vaga na Sul-Americana ou até na Libertadores do ano que vem.

O primeiro é o retrospecto dos confrontos com o tricolor paulista, desde 1971, quando o Campeonato Brasileiro ganhou esse nome. De 59 partidas disputadas pela competição, nos últimos 48 anos, os mineiros venceram uma a mais: 21, ante 20 do São Paulo, fora 18 empates.

O segundo fator que pesa em prol do Galo está no banco e diz respeito aos técnicos. Se, pelo lado alvinegro, Vagner Mancini conhece a fundo o adversário, onde trabalhava até um mês atrás, pelo lado são-paulino o comandante Fernando Diniz, além de recém-chegado ao cargo, acumula derrotas nas duas vezes em que enfrentou o Atlético: uma pelo Athlético-PR e outra pelo Fluminense.

O terceiro ponto favorável ao Galo é a autoestima devolvida aos atletas, sob as ordens do novo treinador. A vitória por 2 a 0 sobre o Santos, na última rodada, obtida graças ao sucesso da marcação e das ações ofensivas traçadas por Mancini, deu à equipe mineira a consciência de que tem potencial para encarar em pé de igualdade equipes que estão na ponta do campeonato.

Além desses quesitos, o Atlético, mesmo sem poder contar com Elias e Cazares, suspensos, irá dispor de peças importantes no Morumbi. Réver, que chegou a ser dúvida durante a semana, em razão de contusão, está apto a ir a campo e pode ser descrito como um dos maiores reforços do time. Os meias Ramón Martinez, David Terans e Vinícius também voltaram a ser relacionados. Garantidos, Luan, Nathan, Otero e Di Santo formam a linha de frente e são a promessa de gols na casa do oponente.