O atacante Mario Balotelli garantiu nesta quinta-feira (6) que, a não ser que algo lhe aconteça na partida desta sexta-feira contra República Checa, em Praga, pelas Eliminatórias da Copa, ele chega 100% ao Brasil para defender a Itália na Copa das Confederações.

"Fisicamente estou muito bem. Não sinto mais dores nas costas", disse o jogador, em entrevista coletiva mais concorrida do que a do próprio treinador da seleção da Itália, Cesare Prandelli.

Todos queriam ouvir de Balotelli sobre a polêmica com Usain Bolt. O jogador recentemente criou uma conta no Twitter e por ali rebateu uma suposta declaração do corredor, que teria dito ao jornal Gazzetta dello Sport que achava Balotelli "um pouco agressivo" e que nas vezes em que se encontraram o atacante "não foi muito simpático".

Mas Balotelli dessa vez preferiu fugir de polêmicas. "Ele é meu atleta preferido. É uma força da natureza. Seu agente esclareceu suas frases. Bolt disse que não gostaria que eu jogasse no Manchester United. O que saiu é que eu era antipático. É culpa do jornalista", disse o atacante, rindo.

O jogador, de bom humor, não deixou de dar declarações no mínimo curiosas. Quando perguntado sobre a possibilidade de, em caso de sofrer racismo em Praga, receber um abraço coletivo dos companheiros em resposta, mandou um aviso: "Seria uma forma de solidariedade original. Mas quando eu fico com raiva... O primeiro que chegar perto corre risco..."

Depois, perguntado sobre seu excelente desempenho como cobrador de pênaltis (ele bateu 23 e nunca errou), disse que abriria mão de bater uma penalidade para dar lugar ao companheiro El Shaarawy. "Ele me deu uma grande mão para fazer gols no Milan, então se ele pedisse eu deixaria ele cobrar", garantiu.

Sobre o jogo desta sexta Balotelli falou pouco. Deixou a função para Prandelli, que disse ser importante voltar de Praga com uma vitória, o que deixaria a Itália muito perto da Copa de 2014. "É uma partida fundamental, determinante. Temos que ganhar. Eles são uma equipe agressiva, com Rosicky como referência. Espero um ambiente particular, num estádio pequeno e quente. Queremos jogar 90 minutos no campo deles e não nos preocupamos com o contra-ataque", afirmou o treinador, que se recusou a comentar sobre o Twitter de Balotelli.

Depois de jogar em Praga, a Itália viaja para o Brasil. Na terça, faz um amistoso contra o Haiti (rival que enfrenta a Espanha neste sábado, nos EUA). A estreia na Copa das Confederações é no dia 16, contra o México, no Maracanã. Pelo menos para enfrentar a República Checa o time será: Buffon; Abate, Barzagli, Bonucci e Chiellini; De Rossi, Pirlo, Marchisio e Montolivo; Balotelli e El Shaarawy.