Criado pela fisioterapeuta Luanda Azevedo, 35 anos, o blog “Encara Essa” é um projeto que tem como objetivo convidar qualquer pessoa a descobrir uma atividade esportiva que realmente goste, não apenas por meio de informações técnicas e sugestões dos outros, mas experimentando, colocando a mão na massa.

Uma fita de nylon estreita e flexível para aprimorar o equilíbrio (slackline), esticada na praça, uma trilha para o mountain-bike ou até aqueles saltos que a primeira vista parecem impossíveis de fazer, com o parkour (atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano), por exemplo, podem cair no gosto de muitas pessoas.

“Gosto muito de esporte. Minha ideia não e fazer bem, mas gostar de fazer. Como fisioterapeuta, incentivo amigos, pacientes e pessoas próximas a evitar o sedentarismo. Vejo pessoas falando que não gostam de determinada atividade, mas nunca experimentaram. Existe um esporte que vai agradar qualquer pessoa e a chance de descobrir isso é praticando”, observa.

Como pratica regularmente ioga, escalada e musculação, Luanda teve a ideia de tentar introduzir pessoas no esporte. Há um ano, ela promove atividades com professores e convida o público a participar. São atividades de ciclismo, slackline, ioga e parkour.

A fisioterapeuta relata histórias de participantes no seu blog, na intenção de incentivar e inspirar ainda mais pessoas.

“Fiz uma pesquisa no facebook, perguntando se a pessoa pratica esporte, o que a motiva a praticar e ainda por que não pratica. Tive respostas que servem de desculpa, do tipo ‘não tenho dinheiro’ e ‘ por preguiça’. Mas qualquer um pode fazer uma caminhada ou corrida. Muitos dizem que praticam esporte para ter saúde. Mas, a meu ver, o que convenceria alguém a continuar é praticar o que gosta.”

De tudo

No último encontro, o grupo praticou slackline e ioga. “Me deu vontade de experimentar todos os esportes. O mountain-bike foi superação. O ioga é para a vida, com autoconfiança e autoconhecimento”, opina a engenheira e aluna Vivian Ross.

“Tudo que me desafia, fico curiosa. O slackline me ajuda na busca por equilíbrio” Gabriela Bolzan - nutricionista