Desde a chegada de Jorge Sampaoli ao Atlético, o tema principal dos noticiários tem sido a famosa "lista de reforços" feita pelo comandante argentino. Ao todo, foram indicados 25 atletas à diretoria. Contudo, de todas as posições de linha, ele só não precisa se preocupar em uma: a lateral-esquerda, antes formada com o experiente Fábio Santos de titular, qie ganhou reforço importante desde a chegada de Guilherme Arana, novo dono da função.

No clube desde 2016 e com 210 jogos, Fábio ganhou uma sombra e, principalmente, um respiro, já que, de dor de cabeça, a posição se tornou alívio. Antes da chegada de Arana, que entrou em campo seis vezes até o momento, o uruguaio Lucas Hernández, fora dos planos de Sampaoli, e Hulk, emprestado ao Paraná, eram as opções. 

Retornando aos trabalhos após 62 dias de isolamento, devido à pandemia do pelo coronavírus, os atletas começam a conhecer, de fato, o trabalho de Sampaoli. A volta, acontecida há onze dias, pode ser um trunfo para o elenco atleticano, isso quando a bola voltar  a rolar.

"É difícil opinar sobre isso, até porque a gente não sabe quando vão voltar os campeonatos. Isso muda muito de região para região, tem cidade que tem uma dificuldade maior em questão da doença, que vai levar um pouquinho mais de tempo. Obviamente que pelo fato de a gente estar treinando, conhecendo o trabalho, você pode levar uma vantagem lá na frente", analisa Fábio Santos.

Outros setores

Ao contrário da lateral esquerda, o comandante não está tranquilo ao analisar outros setores do time. Na zaga, apesar de contar com Igor Rabello, Réver e Gabriel, o argentino já deixou claro que necessita de mais uma peça de renome no mercado.

 Na direita, Guga e Maílton tentam se firmar. Além disso, surge a possibilidade da chegada de Mariano, atualmente no futebol turco. 

No meio, as lesões de Jair e Gustavo Blanco causam importante destaque na "volância". Nesta mesma posição, Zé Welison e o paraguaio Ramón Martinez já não estão mais nos planos.

Entre os meias, Cazares segue sendo a principal esperança na criação, mas, ao mesmo tempo, a maior dúvida no quesito "rendimento". Com contrato se encerrando no fim da temporada, o equatoriano, único "10 de origem", é visto sob olhar de desconfiança por muitos.

Já no ataque, com Ricardo Oliveira, Edinho e Di Santo fora dos planos, a única solução é ir ao mercado da bola para fazer a reposição.