Assim como em um reality show, todos os movimentos de entrada e saída do apartamento do ex-presidente da CBF José Maria Marin passaram a ser filmados por uma câmera apontada para a única porta de seu apartamento na Quinta Avenida, em Nova York. A instalação da câmera de segurança 24 horas por dia desde sua chegada nos Estados Unidos faz parte do acordo firmado entre o brasileiro e a Justiça americana.

Segundo o acordo, Marin deve arcar com todas as despesas referentes ao aparato necessário para sua prisão domiciliar, como a tornozeleira eletrônica que já monitora seus passos desde sua primeira noite em casa.

O valor da fiança considerou todo o patrimônio acumulado por Marin desde que foi ex-governador de São Paulo até antes de ser banido do mundo do futebol pela Fifa, em maio deste ano. Também entrou na conta o patrimônio de sua esposa, Neusa, que precisou assinar as garantias dadas à Justiça americana.

Para os US$ 15 milhões do acordo foram considerados um depósito de US$ 1 milhão na conta do governo americano, a caução do imóvel em Manhattan, avaliado em US$ 3,5 milhões, e uma carta bancária de crédito que garanta o restante.

SEGURANÇA - Além de passar a ser vigiado o brasileiro 24 horas por dia, Marin já tem um segurança particular que deve reportar os passos do ex-dirigente à Justiça.
Pessoas próximas ao ex-dirigente garantem que Marin encara o acordo de forma positiva, já que com ele tem melhores chances de defesa em seu julgamento, que deve levar cerca de um ano e meio.

Sua primeira audiência em Nova York está marcada para o dia 16 de dezembro. Segundo fontes ligadas ao ex-dirigente, o brasileiro tem interesse em encerrar o processo o quanto antes.

Em companhia da mulher, Marin passou seu primeiro dia em Nova York assistindo ao noticiário e lendo revistas. Por enquanto, o brasileiro, que se diz inocente das acusações, não tem planos de sair de casa.