Sucesso absoluto e a realização de um sonho cada vez mais próximo. É com essa sensação que a família da pequena Ana Clara Ornelas Gusmão, a Clarinha, amanheceu nesta terça-feira (23).

Após quatro dias de campanha nas redes sociais, iniciada assim que o Hoje em Dia contou a história da "Princesinha do Jequitinhonha", o número de doações disparou. A menina, que é portadora de uma doença rara, sonha em ter uma casa adaptada e, para isso, precisa de ajudar financeira. Após ganhar as redes, a história passou a ser apoiada por América, Atlético, Cruzeiro, CBF e outras entidades ligadas ao futebol, que abraçaram a causa.

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"Estamos vivendo um sonho. É tanta emoção e alegria que não conseguimos explicar", resume Fernanda, irmã da pequena de 10 anos. Clara é portadora da síndrome do envelhecimento precoce, doença que atinge cerca de 100 pessoas no mundo inteiro, e que acelera o envelhecimento do corpo em sete anos.

Para se ter ideia, as doações, até o momento, já ultrapassaram R$ 113 mil. Em quase dois anos de campanha, a família havia recebido - até sexta-feira passada (19) - R$ 24 mil. O objetivo inicial era conseguir R$ 92 mil, valor para construção de uma nova casa, mas baseado num orçamento defasado, cujos valores podem estar distantes da realidade atual. 

MRV

Na noite dessa segunda-feira (22), a MRV Engenharia, empresa responsável pela construção da Arena do Atlético (que leva o nome da empresa), procurou a família de Clarinha e ofereceu importante ajuda.

A intenção da construtora é reavaliar o projeto e iniciar a segunda parte do processo: a construção da casa adaptada. A ideia é encabeçada pelo presidente da empresa, Rafael Menin.

"Temos obrigação de atender este pedido da Clarinha. Não só por ser ela, mas porque precisamos sensibilizar os brasileiros para que ajudem aqueles que não têm condições. Ela será um meio para mostramos isso. Queremos dar a ela alegria no local onde passa maior parte da vida e que consiga cada vez mais harmonia com os familiares", diz Rafael Lafetá, diretor executivo de Relações Institucionais e Sustentabilidade da MRV ao Hoje em Dia.

"Faremos o que tiver que ser que ser feito. Já estamos em contato com engenheiros locais. Vamos analisar a melhor forma de começar logo. A Clarinha já nasceu com muitas dificuldades. Nós não vamos deixar que tenha mais este problema na vida", acrescenta o diretor.

Além de ajudar na construção ou reforma da casa adpatada, a MRV estuda também auxiliar nos processos seguintes, como aquisição de mobília e demais detalhes.