Anunciado em janeiro, o fundo de legado da Copa do Mundo foi oficializado nesta segunda-feira, em evento realizado na sede da Fifa, em Zurique. O documento que prevê investimentos em projetos sociais relacionados ao futebol foi assinado pelo secretário-geral Jérôme Valcke, pelo presidente da CBF, José Maria Marin, e pelo presidente eleito Marco Polo Del Nero, e também pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O Fundo Legado da Copa do Mundo da Fifa contará com US$ 100 milhões para investir no desenvolvimento em infraestrutura do esporte, no futebol feminino e de base e em programas sociais e de saúde direcionados a comunidades carentes. O dinheiro será concentrado nos 15 estados que não receberam jogos do Mundial.

"Estamos certos de que o Fundo Legado será uma excelente plataforma para distribuir os benefícios da inesquecível Copa do Mundo. Tal como na África do Sul e no Brasil, queremos utilizar também as futuras Copas para promover o desenvolvimento sustentável do futebol nos países-sede", disse Valcke.

O atual presidente da CBF e o ministro do Esporte destacaram a importância do fundo. "A Copa será um catalisador do desenvolvimento do futebol no Brasil, especialmente no âmbito do futebol para jovens e de base", prometeu José Maria Marin, que cederá seu cargo para Del Nero em abril do ano que vem. "Hoje é um dia importante para o esporte brasileiro, uma vez que o Fundo Legado confirma os benefícios que a Copa do Mundo trouxe e ainda vai trazer ao Brasil", disse Rebelo.

Pelo acordo entre Fifa e CBF, a entidade maior do futebol mundial ficará responsável pelo financiamento, monitoramento e controle dos projetos. À CBF, caberá apresentar as propostas e colocar os projetos em execução. De acordo com a Fifa, o fundo será submetido a uma auditoria anual a ser realizada por empresa terceirizada.