O Cruzeiro inicia a década de 1980 vivendo uma grave crise financeira e técnica. O clube só foi conseguir se reerguer a partir de 1986, na gestão Benito Masci, apesar da conquista estadual de 1984.

Estava sendo plantada a semente que permitiu anos 1990 gloriosos. Os títulos mineiros de 1987 e 1990 lavaram a alma da torcida, que viu ainda o clube voltar a ser protagonista no Campeonato Brasileiro, com boas campanhas em 1986, 1987, 1988 e 1989.

Além disso, o prestígio internacional foi recuperado com o clube decidindo a primeira edição da Supercopa da Libertadores, com o Racing, da Argentina, em 1988.

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Os craques

Palhinha e Joãozinho voltaram ao Cruzeiro no início da década de 1980 e viveram seus últimos momentos pelo clube, sendo peças importantes na recuperação do título mineiro, em 1984.

Encontraram na Toca da Raposa Carlinhos Sabiá, ponta habilidoso criado no clube, assim como Douglas, maior revelação cruzeirense nos anos 1980, além de Tostão, um meia magro, de grande qualidade, que foi contratado ao Mixto-MT e virou ídolo da torcida pelos gols marcados em clássicos contra o Atlético.

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Outro camisa 10 que ganhou espaço no coração da China Azul pelos gols em clássicos foi Careca, que viveu grande fase entre 1987 e 1990, decidindo duas edições do Campeonato Mineiro e chegando à Seleção Brasileira, que voltou a ser frequentada por cruzeirenses, como Geraldão, Douglas, Ademir, Adilson e Paulão.

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