O gol de Elivélton em cima do Sporting Cristal, do Peru, naquele inesquecível 13 de agosto de 1997, não apenas sacramentava o bicampeonato do Cruzeiro na Copa Libertadores, como também sintetizava o espírito de superação emanado pelos esquadrões celestes na década de ouro do clube.

Foram vários os episódios em que o time precisou vencer o ‘imponderável’ e/ou alcançar viradas tidas como impossíveis nos anos 1990, rendendo um gostinho ainda mais especial para muitas das 17 conquistas que a equipe teve naquele período. Isso mesmo, em dez anos, foram 17 títulos oficiais, quase dois por temporada.

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Da espetacular goleada para cima do ‘freguês’ River Plate na Supercopa de 1991, passando pelas heroicas viradas sobre os ‘todo-poderosos’ Palmeiras e São Paulo, em finais de Copa do Brasil, até inúmeros capítulos de superação na Libertadores de 1997, a década de 1990 compreendeu um Cruzeiro nível ‘hard’ e um substancioso aumento da galeria de troféus da instituição.

Os craques

A maior estrela do futebol brasileiro nos anos 1990 surgiu no Cruzeiro, Ronaldo, que  defendeu o clube em 1993 e 1994 e depois se transformaria no Fenômeno.

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Mas num período tão vitorioso, foram muitos os craques que passaram pela Toca da Raposa. Nomes como Boiadeiro, Renato Gaúcho, Luizinho, Cleisson, Nonato, Dida, Marcelo Ramos, Palhinha, Fábio Júnior e Sorín, entre outros, ajudaram a construir a história de 17 títulos oficiais em dez temporadas.

No período, foi revelado o maior campeão da história do clube, o volante Ricardinho, que conquistou 15 títulos oficiais com a camisa cruzeirense.

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