As meninas tiveram a chance de jogar diante da torcida (no Sabiazinho, em Uberlândia), e aproveitaram[/TEXTO] bem a oportunidade, carimbando sem sustos o passaporte antecipado para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Para os homens, a missão é um pouco mais complicada: a partir de amanhã os comandados pelo técnico Renan dal Zotto entram em quadra como visitantes, na casa de um dos ‘inimigos’: Varna, na Bulgária. E os anfitriões prometem ser o grande obstáculo no Grupo A do Pré-Olímpico Internacional.

Felizmente a tabela prevê o encontro com os búlgaros apenas domingo, depois das partidas respectivas contra Porto Rico e Egito que, na teoria, não devem dar muito trabalho.

A equipe do Leste Europeu não foge à tradição do vôlei de força, com muita potência de saque e ataque – o melhor exemplo é o oposto Sokolov, companheiro de Leal no Lube Civitanova e considerado o melhor do mundo em sua posição.

Um estilo de jogo inspirado na escola russa (a grande maioria dos atletas, aliás, atua no país). Algo que o técnico italiano Silvano Prandi tenta equilibrar ao trazer sua visão diferente, e que já levou a equipe ao bronze no Europeu de 2009.

Evolução

Pelo lado verde e amarelo, a incerteza inicial provocada pela profunda renovação no grupo deu lugar à confiança trazida pelos bons resultados. Renan resolveu apostar em vários atletas ainda em formação, como o levantador Fernando Cachopa, do Sada Cruzeiro; o central Flávio, que disputou a última Superliga pelo Minas, além do líbero Maique, também do clube da Rua da Bahia.

A grande novidade, no entanto, fala português ainda com sotaque. Mais do que conhecido da torcida mineira, o ponteiro cubano naturalizado Leal mostrou sua importância desde o início, ajudando a estabilizar um jogo que ainda apresenta oscilações naturais e esperadas.

Na Liga das Nações, encarada por Renan e pela comissão técnica como oportunidade de testes e preparação, um quarto lugar que poderia ter sido ainda melhor caso, na primeira fase das finais, a equipe tivesse superado a Polônia (acabou derrotada no tie-break).

Com um time alternativo na disputa dos Jogos Pan-Americanos de Lima (terminou com o bronze), o grupo prosseguiu o trabalho e, antes de chegar a Varna, teve a chance de passar por um aquecimento mais do que válido.

O Brasil ficou com o título do Memorial Wagner, quadrangular amistoso disputado contra a anfitriã Polônia (desta vez batida por 3 a 1); a Finlândia (3 a 0) e a sempre perigosa Sérvia (também 3 a 0). A partir de amanhã, é pra valer, em busca do sonho do tetra.

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