Em 9 de junho de 2014, Messi chegava a Belo Horizonte para a disputa da Copa do Mundo. Com a Cidade do Galo como base durante a competição, a porta de entrada da seleção argentina no Brasil foi BH. Cinco anos depois o craque está de volta, agora para a disputa da Copa América. É só uma passagem para a partida desta quarta-feira (19), contra o Paraguai, às 21h30, no Mineirão, pela segunda rodada do Grupo B.

O assédio ao camisa 10 da albiceleste e do Barcelona, da Espanha, segue o mesmo. E a saída da delegação do hotel onde está hospedada para o treino fechado da manhã dessa segunda-feira (17), no Estádio Independência, provou isso. Mas é impossível negar que ele chegou menor à capital mineira em 2019.

Há cinco anos, Messi já tinha três taças da Liga dos Campeões da Europa em sua galeria (2005/06, 2008/09 e 2010/11) e acumulava quatro prêmios de melhor jogador do mundo da Fifa (2009, 2010, 2011 e 2012). Além disso, apesar de já existir, a pressão pela conquista de um título com a camisa da seleção argentina ainda era muito menor.

Nas últimas cinco temporadas, o craque do Barcelona foi campeão europeu “apenas” uma vez, na temporada 2014/15, sendo que em 2015 ganhou pela última vez o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa, que em 2016 e 2017 ficou com o “rival” Cristiano Ronaldo e no ano passado com o croata Modric.

Na premiação individual ele aparece como favorito em 2019, fruto de uma boa temporada com o Barcelona, apesar do fracasso na Liga dos Campeões, quando deu vexame diante do Liverpool, nas semifinais, mas também pela falta de concorrência.

A queda de Messi em 2019, numa comparação com 2014, tem relação direta com sua trajetória na seleção argentina. Ele segue sem erguer uma taça com o time principal. Mais do que isso. Nos últimos cinco anos, apesar de seguir um craque, acumulou decepções, provocadas por vice-campeonatos e ameaças de abandono da albiceleste.

A grande amargura de Messi com a Argentina foi o vice mundial em 2014, no Brasil, perdendo a final para a Alemanha. Mas as duas temporadas seguintes seriam ainda mais duras para o camisa 10. Em 2015 e 2016 ele foi vice-campeão da Copa América, sendo derrotado pelo Chile, nos pênaltis, em ambas as oportunidades.
A segunda perda foi tão sentida, que Messi, que desperdiçou o primeiro pênalti argentino na série que definiu o título nos Estados Unidos, anunciou a jornalistas do seu país logo após a derrota para o Chile que abandonaria a seleção. A promessa não foi cumprida e ele foi fundamental na sofrida classificação para o Mundial da Rússia.

Mas Messi e a Argentina fracassaram nos gramados russos. Novas férias da seleção argentina foram anunciadas pelo craque, que voltou este ano. Novamente no Brasil ele busca a tão cobiçada conquista com a camisa 10 albiceleste. Definitivamente, La Pulga quer ser maior. E este processo passa por uma vitória sobre o Paraguai.