Neste domingo (10), às 16h, o Mineirão não receberá “só mais um” jogo válido pela 32ª rodada do Brasileirão. Trata-se de um confronto cheio de nuances, rodeado por um ar de dramaticidade, a ser respirado por celestes e alvinegros, e cujo prêmio máximo – a vitória – pode representar o ‘fundo do poço’ do rival. Só que esse ‘fundo do poço’ possui conotações diferentes a cada lado da Lagoa.

Em 16° lugar, com 34 pontos, um a mais que o Botafogo, clube que abre a zona de rebaixamento, o Cruzeiro levou a melhor sobre o Atlético na decisão do Mineiro e nas quartas de final da Copa do Brasil. Dever cumprido? Não! Vencer o arquirrival se tornou uma obrigação maior do que nas ocasiões anteriores deste ano. Em outras palavras, a Raposa enxerga a partida desta tarde como a mais importante de 2019.

“O clássico é nossa decisão na temporada”, sintetizou o goleiro Fábio. Ele está ciente de quem um triunfo se faz fundamental na briga contra a degola, restando sete rodadas para o fim do campeonato – incluindo o dérbi deste domingo. Uma derrota, porém, deixaria os celestes em maus lençóis até o encerramento da competição.

Clássico

“O Cruzeiro já vem pressionado há muito tempo pela situação de não pontuar, principalmente no primeiro turno, da forma necessária. Está pagando esse preço agora em jogos mais decisivos e mais desgastantes. Em um clássico desse tamanho, tem que entrar para vencer. É nosso jogo mais importante. Precisamos ter foco total para fazer o que for necessário e, assim, sair com a vitória”, enfatizou o arqueiro.

Cruzeiro

Já o Galo, 11° colocado, com 39 pontos, tenta ‘afundar’ ainda mais o arquirrival e, de quebra, afastar de vez a ameaça do rebaixamento. Um triunfo em cima de um adversário direto na luta na parte de baixo da tabela, praticamente resultaria na permanência do time na Série A do ano que vem – matematicamente, porém, ainda não estaria garantido.

Um revés, no entanto, culminaria numa ‘tríplice derrota’ aos alvinegros: diminuiria para dois pontos a distância para a Raposa, aumentaria o desespero atleticano para se afastar do Z-4 e faria o Cruzeiro encerrar 2019 com mais vitórias sobre o Galo. Até agora, houve cinco clássicos, com dois triunfos para cada lado e um empate. 

“A tensão faz parte do jogo, um clássico por si só reúne todos os ingredientes possíveis. O time que souber administrar melhor isso terá vantagem no jogo. São dois grandes times acostumados a brigar na parte de cima, e quando isso não acontece gera tensão. Mas espero um bom jogo de futebol, pois as duas equipes estão em evolução. Tenho certeza que os atleticanos que forem ao Mineirão vão fazer a diferença. O barulho que vem da torcida do Atlético vai contagiar os jogadores. Um jogo que vai encher os olhos de quem for ao estádio”, disse o técnico Vagner Mancini.

Atlético

Times

No lado cruzeirense, uma das poucas certezas é a ausência de Sassá, expulso contra o Athletico-PR. A tendência é que Fred volte depois de cumprir suspensão contra o Furacão. 

Quem também retornará ao time é o meia Thiago Neves, poupado em Curitiba. Ele disputa vaga com Robinho. Na lateral esquerda, boas chances para Dodô ser o titular, já que Egídio se recupera de dor no quadril. Na direita, Orejuela volta de suspensão, mas pode perder a vaga para Edilson.

Já o Galo tem um desfalque certo. O volante Elias, que deixou a partida contra o Goiás com dores na coxa, teve diagnosticada lesão e, já em tratamento, não será opção do técnico Vagner Mancini para o embate contra a Raposa.

O meia-atacante Marquinhos, com edema, ainda é dúvida. Já o volante Jair, que se recuperou de lesão e já passou pelo processo da transição (departamento médico/campo), pode ser relacionado.

CRUZEIRO X ATLÉTICO
Motivo
: 32ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Mineirão
Horário: 16h
Arbitragem: Jean Pierre Goncalves Lima, auxiliado por Rafael da Silva Alves e Leirson Peng Martins, todos do Rio Grande do Sul
VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Transmissão: TV Globo Minas e Premiere

Cruzeiro
Fábio; Orejuela (Edilson), Cacá, Fabrício Bruno (Léo) e Dodô; Henrique e Ederson; Marquinhos Gabriel, Thiago Neves (Robinho) e David; Fred 
Técnico: Abel Braga 

Atlético
Cleiton; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison, Ramón Martinez (Jair); Cazares (Marquinhos), Luan e Otero; Di Santo
Técnico: Vagner Mancini