A reeleição de Sérgio Sette Câmara no Atlético está cada dia mais em xeque; pelo menos se depender do apoio da família Menin e de Ricardo Guimarães, mecenas que fortificam a chapa. Caso isso se confirme, a Era 'pós-Kalil' seguirá sem nenhuma presidente com mais de um mandato; assim como o atual presidente, Daniel Nepomuceno também ficou na função por um triênio.

De acordo com informação da Rádio Itatiaia, o economista Sérgio Zech Coelho, ex-presidente do Minas Tênis Clube, é o principal nome para concorrer ao pleito, pela vontade do grupo que atualmente 'comanda' o clube. Contudo, ainda não há qualquer tipo de definição.

O Hoje e Dia apurou que, pela idade e pelo planos atuais, Zech dificilmente aceitará o convite. Aos 75 anos e curtindo a família, ele não estaria disposto a assumir um compromisso tão grande. Vencedor no esporte e com ampla experiência, ele é o perfil de dirigente que se espera para o próximo pleito.

O ex-mandatário do clube minastenistas, inclusive, trabalhou no Atlético no início dos anos 2000, onde desempenhou a função de diretor executivo, hoje a cargo de Alexandre Mattos. Apesar de não ser Conselheiro do clube, ele, como sócio, pode concorrer à eleição.

Uma fonte disse à reportagem que o pensamento é que o próximo presidente, caso a chapa dos mecenas vença, ficará responsável pela parte administrativa e só. O futebol não será responsabilidade do mandatário.

Outros nomes

Outro nome especulado nos bastidores também é de um Sérgio Coelho; este, vice-presidente do clube quando Ricardo Guimarães era o mandatário. Contudo, o nome não é unânime, mas está sobre a mesa com outros três ou quatro. No início do próximo mês, deverá haver uma reunião que definirá quem será o candidato: Sérgio Sette Câmara, buscando a reeleição, ou um novo.

Sette Câmara

Finalizando o triênio à frente do cargo, Sérgio Sette Câmara perdeu força e, inclusive, já admite que o nome não é certo no pleito. Em entrevista concedida à Itatiaia, nesta segunda-feira (21), ele deixou esta posição bem clara.

“Vou deixar pra falar sobre eleição lá pro final do mês de outubro. Eu pertenço a um grupo de pessoas que eu respeito muito, admiro, e acho que, para que eu saia efetivamente como presidente, tenho que ter apoio de todos. Se não tiver, não faz sentido nenhum pra mim. Eu não tenho esse egoísmo, já falei que não estou passando pelo Atlético para postular algum cargo político.”

“Eu pertenço a um grupo, e esse grupo é que vai decidir se eu sou o melhor nome ou se existe algum outro nome vindo desse grupo que está colocando o Atlético nos eixos, melhor do que o meu. Vou assimilar da mesma maneira, com muita tranquilidade e humildade”, completou.