O retorno do América à elite do futebol brasileiro, ratificado após o empate sem gols com o Náutico, e a iminente permanência do Cruzeiro na Divisão de Acesso, farão os mineiros experimentarem um sensação que não é sentida desde a década de 1950.

De acordo com o Departamento de Matemática da UFMG, as chances de acesso da Raposa são de apenas 1,5%. Com isso, tudo indica que o "Clássico das Multidões" - apelido dado ao confronto entre Galo x Coelho no início do século XX, quando tinham as duas maiores torcidas do Estado - voltará à tona ainda em 2021.

Apesar de já não ter a mesma força dos anos 1930/40/50, quando o Cruzeiro ainda despontava no cenário estadual - o clube foi fundado em 1921 -, o duelo entre Atlético x América (e vice-versa) viverá momento inédito, pois nunca as duas equipes, juntas, representaram Minas Gerais na Série A do Campeonato Brasileiro, sem a presença do clube celeste.

Mais organizados internamente e longe da crise financeira encarada pelo Cruzeiro, na herança deixada pela antiga diretoria, a dupla alvinegra e alviverde vive momento especial. Enquanto o Atlético ainda sonha com o título da atual edição do Nacional, projeta a Libertadores deste ano e sonha com a entrega de seu estádio na próxima temporada, o América pode se sagrar tricampeão da Série B, antes de voltar a figurar na elite.

 Além disso, o Coelho fez história na Copa do Brasil e, pela primeira vez, chegou até às semifinais. A eliminação para o Palmeiras, inclusive, não apagou o brilho do feito alcançado pelos comandados de Lisca.