Com meta de terminar a Paralimpíada do Rio entre os cinco primeiros no quadro geral de medalhas, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) vai investir alto. Nesta segunda-feira a entidade anunciou o valor das premiações para cada medalha que a delegação brasileira conquistar nos Jogos, entre 7 e 18 de setembro.

A maior recompensa, claro, será por uma medalha de ouro: R$ 60 mil para as conquistadas em esportes individuais e R$ 30 mil em modalidades coletivas. A prata vale R$ 30 mil (R$ 15 mil nos coletivos) e o bronze R$ 20 mil (R$ 10 mil). Também atletas-guia, calheiros e pilotos receberão premiação, o equivalente a um terço do recebido pelo medalhista.

"Queríamos muito que a primeira iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) após o aumento do repasse da Lei Agnelo/Piva fosse diretamente relacionada à performance dos nossos atletas. Demos ênfase às medalhas de ouro pois a nossa meta é bastante agressiva para os Jogos Paralímpicos, e os ouros serão decisivos", diz Andrew Parsons, presidente do CPB.

Esse pagamento é possível porque o CPB a partir deste ano trabalha com um orçamento expressivamente maior ao que estava acostumado. A Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência, do senador Romário (PSB-RJ), sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT), alterou a fatia que cabe ao CPB na divisão dos recursos da Lei Agnelo/Piva.

Até ao ano passado, o CPB ficava com 15% dos recursos, relativos a 2% da arrecadação bruta das loterias federais. Agora, fica com 37,04% de 2,7% da arrecadação bruta. O CPB acredita que, por conta dessa alteração, ficará com mais de R$ 100 milhões da Lei Agnelo/Piva, contra R$ 39 milhões do ano passado. As premiações por medalhas devem ficar na casa de R$ 3 milhões. Uma pequena fatia do aumento da arrecadação.