Os adversários já são conhecidos, mas a estratégia da Seleção Brasileira na Copa América do Centenário, que será disputada entre 3 e 26 de junho, nos Estados Unidos, ainda não foi revelada pela comissão técnica da equipe.

A grande dúvida é a importância que será dada pela CBF à competição, que acontece apenas dois meses antes da Olimpíada do Rio de Janeiro, quando a Seleção buscará a inédita medalha de ouro.

Nos Jogos do Rio, Dunga contará com 18 jogadores, sendo apenas três com mais de 23 anos. Nesta lista, o nome do atacante Neymar, do Barcelona, é praticamente certo.

O problema é a negociação com o clube catalão, já que seu craque teria as férias comprometidas, caso vá aos Estados Unidos, e ainda ficaria de fora do período de pré-temporada, caso jogue também a Olimpíada.

Isso sem contar as Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018, que terão seis rodadas este ano, e os dois amistosos em 28 e 31 de maio ainda sem local e adversários definidos.

A situação de Neymar envolve outros jogadores, que também podem estar nos planos da comissão técnica para as duas competições.

Após o sorteio de domingo à noite, em Nova Iorque, o técnico Dunga revelou que vai à Europa negociar com jogadores e clubes as liberações. Segundo ele, ainda é cedo para se falar na formação do grupo para as duas competições.

Sobre o sorteio, apesar de a Seleção Brasileira ter dado sorte e caído numa chave fraca, com Equador, Haiti e Peru, ele fez questão ressaltar as qualidades dos rivais.

“O Equador vive um momento muito bom, com atuações em que mostra muita confiança. Será um adversário complicado. O Haiti joga um futebol de força física e velocidade. Vai estar especialmente motivado por ter a oportunidade de disputar a Copa América. A seleção peruana melhorou e tem um grande técnico, o Ricardo Gareca”, analisou Dunga.