Com condenação por violência sexual, prisão de Robinho depende das Justiças italiana e brasileira

Letícia Lopes
@leticialopesou
19/01/2022 às 14:30.
Atualizado em 21/01/2022 às 12:16
 (Alexandre Schneider/Getty Images)

(Alexandre Schneider/Getty Images)

O jogador Robinho, atualmente sem clube, foi julgado em última instância nesta quarta-feira (19) pela Justiça da Itália e foi condenado a nove anos de prisão por violência sexual em grupo, cometida em 2013. Como a sentença é definitiva, não há mais recursos.

Com o desfecho, existe a possibilidade de a Itália pedir a extradição de Robinho e Renato Falco, amigo do brasileiro que também participou do ato. Porém, essa ação pode ser dificultada, pois a Constituição Brasileira não prevê a extradição de brasileiros. 

O mais provável é que a Itália peça para que os acusados cumpram os nove anos de prisão no Brasil. Esse trâmite, no entanto, não é imediato. É necessário que haja um pedido de transferência de execução de pena para a Justiça Brasileira e, depois, é necessário que Superior Tribunal de Justiça homologue a sentença italiana. 

Além de Robinho, seu amigo Falco respondeu pelo mesmo crime e recebeu a mesma sentença.

O caso

Em 2013, uma mulher albanesa de 23 anos acusou Robinho e outros cinco brasileiros de estupro. O crime aconteceu em uma boate de Milão, chamada Sio Cafe, no dia 22 de janeiro. 

Interrogado, Robinho confessou que teve relações sexuais com a mulher, mas negou o estupro. 

O processo de julgamento foi iniciado em 2016 e o jogador não chegou a comparecer em nenhuma audiência. O brasileiro foi condenado em primeira e segunda instâncias e voltou a recorrer à Corte de Cassação, condenado em definitivo.

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