Deivid não esconde a ansiedade. Afinal, em 2016, ele vai trabalhar como técnico pela primeira vez. No Cruzeiro, além da inexperiência, o jovem comandante, de 36 anos, terá como principal desafio manter o padrão da equipe deixada pelo antecessor Mano Menezes.

Ao contrário deste ano, quando sofreu um desmanche e começou a temporada sem um time base, o Cruzeiro inicia 2016 com a equipe titular praticamente definida.

A princípio, as mudanças devem ser apenas Mayke, no lugar de Ceará, que deixou o clube, e Dedé, recuperado de contusão, na zaga, na vaga de Manoel ou Bruno Rodrigo.

Com Mano Menezes, o Cruzeiro viveu seu melhor momento em 2015. Nas mãos do antigo treinador, a equipe estrelada alcançou a tão desejada sequencia positiva.

No Cruzeiro, Mano disputou 16 jogos, contabilizando oito vitórias, seis empates e duas derrotas, aproveitamento de 62,5%.

A tarefa de manter o trabalho desenvolvido pelo ex-treinador, agora no futebol da China, contudo, não é vista como desafio por Deivid. O novo técnico da Raposa encara a promoção como oportunidade.

“Desde a época do Mano tínhamos como objetivo criar um conceito, uma forma e um padrão de jogo. É um grande desafio para nós, mas tenho confiança de que faremos um bom trabalho”, diz Deivid.

Concorrência

Ao que tudo indica, o início de trabalho de Deivid será de poucas mudanças na equipe. No decorrer da pré-temporada, porém, podem ocorrer alterações pontuais.

Isso porque quando se apresentar com os atletas daqui a uma semana, na Toca da Raposa II, Deivid encontrará muitas caras novas.

Além do atacante Douglas Coutinho, ex- Atlético-PR, e do meia argentino Sanchez Miño, que pertence o Torino, da Itália, mas estava no Estudiantes, da Argentina, é praticamente certo que o Cruzeiro anuncie também as contratações do volante Gustavo Cuéllar, do Junior Barranquilla, e do meia Matias Pisano, do Independiente.

Os dois já estão acertados com a Raposa e detalhes separam o anúncio. Eles chegam para suprir uma carência percebida ainda por Mano Menezes.

Com passagens por todas as seleções de base e principal da Colômbia, Cuéllar é um volante de contenção, com facilidade para sair ao ataque. Willians é seu concorrente por uma vaga.

Já Pisano pode exercer a função de meia pela esquerda, função semelhante a exercida por Everton Ribeiro no Cruzeiro.

Dívida perdoada

Para contratar Pisano, o Cruzeiro pagará US$ 1 milhão (cerca de R$ 4 milhões) por 50% dos direitos econômicos do jogador, além de perdoar a dívida de R$ 700 mil do clube argentino referente ao empréstimo de Ernesto Farías. Pisano assinará por três temporadas.

 

Com desafio de manter ritmo da Raposa, Deivid assume time com base montada