A etapa de Lausanne da Diamond League, marcada para esta quinta-feira, terá uma "escalação" impecável na prova dos 100 metros. A disputa contará com a presença de seis dos oito atletas mais rápidos nesta temporada: os norte-americanos Justin Gatlin, Tyson Gay e Michael Rodgers, o jamaicano Asafa Powell, Keston Bledman, de Trinidad e Tobago, e Femi Ogunode, do Catar.

Gatlin, o líder do ranking mundial com a marca de 9s74, defenderá a sua vitória no ano passado em Lausanne e também tentará o seu terceiro triunfo em uma etapa da Diamond League em 2015.

"Esta é a maior corrida eu vou estar nesta temporada", disse Asafa, ex-recordista mundial dos 100 metros e que tem a segunda melhor marca do ano, com os 9s81 registrados na etapa de Paris da Diamond League, ficando atrás apenas da marca de Gatlin.

A programação em Lausanne não contará com o astro Usain Bolt, que vem sofrendo com lesões nesta temporada e havia se inscrito para a disputa dos 200 metros antes de desistir.

Gay competirá em Lausanne depois de levar o título nacional dos 100 metros com o tempo de 9s87, obtendo a vaga no Mundial de Atletismo de Pequim, que será entre 22 e 30 de agosto, quando tentará destronar o jamaicano.

Sem Bolt, será sobre Gatlin, Asafa e Gay que estarão voltadas as atenções nesta quinta-feira, embora todos ainda convivam com a sombra de já terem cumprido suspensões por doping.

"As pessoas têm que nos ver limpos por muitos anos para realmente esquecer o que aconteceu no passado", reconheceu Powell, cujo caso foi resolvido há um ano com uma suspensão de seis meses por usar um suplemento contaminado.

Gay voltou às pistas em 2014 depois de cumprir gancho por dar positivo para um esteroide. Ele pediu mais compreensão nesta quarta-feira. "Quando você fala em doping ou esteroides e não esclarece exatamente qual era a situação, eu acho que torna difícil para as pessoas acreditarem no esporte", disse o campeão mundial de 2007. "Temos que mostrar as crianças que você pode cometer um erro e retornar".

Gay também que os casos de doping na sua geração são menos graves do que no passado. "Nossas situações foram realmente menores em comparação com um monte de coisas do passado", disse o norte-americano de 32 anos. "Nenhum de nós estivemos envolvidos em situações com seringas".

Aos 33 anos, Gatlin está de volta ao topo 11 anos após o seu título olímpico em Atenas e de ter cumprido quatro anos de suspensão por doping. Na última terça-feira, em Budapeste, ele venceu a 18ª prova seguida de 100 metros.

Apesar da ótima fase de Gatlin, Asafa só não gostou de ser questionado se considera o norte-americano imbatível, lembrando que ele possui um tempo melhor do que o do rival na sua carreira.

"Ele é o quinto homem mais rápido do mundo", disse Powell. "Eu não sei por que você acha que ele não pode ser derrotado", completou, aumentando a expectativa para o duelo desta quinta.