Os novos donos norte-americanos da Fórmula 1 querem ampliar a presença de mulheres entre os competidores. O chefe da categoria, Chase Carey, afirmou no começo do mês que estimular a presença feminina está entre as prioridades estratégicas da categoria para o futuro.

"Queremos continuar a enfatizar que a Fórmula 1 é um esporte para todos. Isso significa continuar a destacar as oportunidades para mulheres dentro e fora da pista e continuar a expandir a categoria como um esporte global em todas as partes do mundo", afirmou Carey, sem dar detalhes sobre os planos futuros da categoria.

No momento, a Fórmula 1 não conta com mulheres em seu grid, algo que já aconteceu em outros momentos da história na categoria. Ao mesmo tempo, surgem novas iniciativas para fortalecer o automobilismo feminino, caso da W Series, exclusiva para mulheres, com início marcado para maio.

A Alfa Romeo é a única equipe a ter uma mulher como piloto de testes na F-1. A colombiana Tatiana Calderón, de 26 anos, participa de treinos livres da escuderia e aguarda chances nos próximos anos. A última mulher a ter ido para a pista em sessões oficiais foi a escocesa Susie Wolff pela Williams, em 2014. Ela ganhou chance nos treinos livres para o GP da Inglaterra.

A última mulher a ter largado em uma corrida na Fórmula 1 foi a italiana Lella Lombardi, que participou das temporadas de 1975 e 1976, e inclusive até marcou pontos. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tem se mostrado disposta a incentivar a presença feminina, principalmente com a Comissão Mulheres no Automobilismo, que é presidida pela francesa Michèle Mouton, vice-campeã do Mundial de Rali em 1982.

Leia mais:

Pressionado, GP do Brasil inicia negociações neste ano para renovar contrato

Emerson Fittipaldi pede investimento nos jovens pilotos do Brasil