Às 21h30 de hoje todo o mundo da bola estará ligado no clássico entre River Plate e Boca Juniors, que se enfrentam pelo jogo de ida das seminais da Copa Libertadores, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Além do atrativo natural que um grande jogo envolvendo dois rivais desta magnitude tem, o duelo desta noite pode ser ainda mais atraente para atleticanos e cruzeirenses.

Enxergando uma decisão de Libertadores como um sonho longínquo no atual momento vivido pelos dois clubes, os torcedores de Galo e Raposa terão, ao menos, mais um motivo para escolher um dos gigantes argentinos para torcer. Caso não haja uma preferência prévia por millonarios ou xeneizes, atleticanos poderão matar a saudade de Lucas Pratto torcendo pelo River Plate. Já os cruzeirenses terão Ramón Ábila como representante celeste no clássico desta noite.

Apesar dos dois centroavantes serem considerados titulares e peças fundamentais dos poderosos ataques de Boca e River, a titularidade dos dois no clássico não é garantida.

Afastado dos gramados por uma lesão muscular na coxa esquerda, Lucas Pratto foi liberado pelo departamento médico do clube apenas no último domingo e deve começar a partida no banco de reservas. As chances de Ábila aparecer entre os 11 que começarão jogando é maior. Afastado desde agosto, o atacante atuou por 45 minutos contra o Newell´s Old Boys e está sendo preparado para a partida de hoje.

REVANCHE

Os dois maiores clubes argentinos voltam a se enfrentar por uma fase decisiva da Copa Libertadores menos de um ano após a histórica e polêmica decisão de 2018, vencida pelo River Plate. Na ocasião, o segundo e decisivo jogo foi disputado em Madri, após problemas de segurança envolvendo a chegada do Boca Juniors ao Monumental de Nuñez e adiamento do confronto.

Os dois atacantes “mineiros” foram protagonistas da decisão do ano passado. Campeão, Lucas Pratto marcou o primeiro gol do River Plate no empate por 2 a 2 na Bombonera e o tento de empate millonario no Santiago Bernabéu.

Na primeira partida, após o “Urso” abrir o placar para o River, quem empatou o jogo foi justamente Ramón Ábila. Em Madri, no entanto, o ex-atacante do Cruzeiro começou a partida no banco de reservas e não conseguiu ajudar sua equipe a sair da capital espanhola com a taça.

Apesar do título mais importante do continente ter ficado com Lucas Pratto, a passagem de Ábila pelo Boca Juniors, pelo menos no quesito gols, é superior à do Urso pelo River Plate. Em 56 partidas vestindo a camisa azul e amarela, o centroavante xeneize balançou as redes 24 quatro vezes, resultando em uma média de 0,43 gol por jogo.

Com 21 jogos a mais que o compatriota desde que voltou ao seu país, Lucas Pratto anotou apenas dois gols a mais que Ábila. Com isso, a média de gols do Urso é inferior: 0,28 por partida.

*Hugo Lobão, sob supervisão de Alexandre Simões