Ainda sem conseguir colocar em dia os salários dos funcionários do departamento de futebol, a diretoria do Cruzeiro conseguiu sanar parte do débito, que contempla metade da folha salarial de outubro, mais as de novembro e dezembro em sua integralidade, além do 13º salário.  

De acordo com uma fonte ligada aos jogadores e à comissão técnica, a cúpula celeste pagou um “vale” de R$ 20 mil para todos os funcionários do departamento de futebol da Raposa, antes do duelo com o Operário-PR, vencido pelo time celeste por 2 a 1, nessa quarta, no Independência.  

Esse valor foi repassado independentemente do vencimento dos colaboradores, sendo igual para os jovens formados no clube, e também para atletas mais experientes, que tem o salário maior.  

No início da semana, o presidente Sérgio Santos Rodrigues havia confirmado que o clube estrelado havia quitado uma folha salarial com os colaboradores do setor administrativo da instituição.  

Em entrevistas recentes, o mandatário da Raposa evitou fixar uma data para quitar todas as pendências, mas afirmou que a expectativa é de que o clube consiga receitas em breve para sanar os débitos.  

Um patrocínio nos meiões, além de receitas com a renovação dos sócios torcedores, além da negociação de jogadores, especialmente o lateral-direito Orejuela, são os segmentos em que Rodrigues espera conseguir levantar recursos para o dia a dia da instituição.  

Procurado pela reportagem para comentar sobre o valor repassado para o departamento de futebol, o Cruzeiro, por meio de sua assessoria de comunicação, informou que foi paga uma parte da folha salarial aos atletas, mas não revelou os valores.  

Ações na Justiça 

Além da insatisfação dos profissionais, os atrasos salariais podem gerar outro desdobramento muito ruim para o Cruzeiro. 

Nas últimas semanas, o zagueiro Dedé, o volante Jadsom Silva e o atacante Zé Eduardo acionaram a Raposa na Justiça, pedindo a rescisão indireta dos vínculos, em razão da inadimplência do clube estrelado. 

Até o momento, todos tiveram negados o pedido de liminar para o encerramento imediato dos contratos, e os litígios deverão ser resolvidos em audiências na Justiça do Trabalho.  

A legislação brasileira prevê que caso o empregador fique três meses sem cumprir as obrigações contratuais, o trabalhador pode pedir a rescisão do vínculo, tendo direito, ainda, à indenização referente a uma demissão sem justa causa.