Com três goleadas no returno, zaga alvinegra acumula números piores que times do z-4

Frederico Ribeiro - HOje em Dia
21/11/2015 às 09:55.
Atualizado em 17/11/2021 às 03:01
 (Arte HD)

(Arte HD)

O feitiço se virou contra o feiticeiro. Defensor dos números no futebol, o técnico Levir Culpi tornou-se vítima das estatísticas no Atlético. O perigo mora na defesa da equipe vice-líder do Brasileirão: com um rendimento de time que briga contra o rebaixamento, a retaguarda do Galo sofreu 43 gols no campeonato e está em xeque.

Lanterna e 17º colocado, respectivamente, Joinville e Coritiba sofreram menos nas mãos dos ataques adversários. A zaga alvinegra, aliás, só é melhor do que sete clubes da Série A.

Adotando um estilo de marcação adiantada, faltam pernas para os jogadores na hora de recompor a estrutura defensiva.

A queda de rendimento do setor é bem simbolizada por Marcos Rocha. Antes melhor lateral-direito do país, ele faz uma temporada recheada de lesões e atuações abaixo do esperado.

Além disso, a dupla de zaga composta por Jemerson e Leonardo Silva teve substitutos que também cometeram falhas individuais: Edcarlos, diante do Corinthians, e Tiago, contra o São Paulo. O primeiro, inclusive, se machucou, não joga mais neste ano e pode sair do clube, pois o contrato acaba em dezembro.

Na lateral-esquerda, Douglas Santos não se destaca exatamente pelo poder defensivo, e sequer possui um reserva de confiança, tanto que o lateral-direito Patric foi improvisado pelo lado oposto no Morumbi. Os atletas da posição (Mansur, Pedro Botelho e Emerson Conceição) têm poucas chances de permanecer no Atlético em 2016.

Sem reação diante do São Paulo no revés por 4 a 2, Levir reconheceu a postura “descontrolada” da zaga. “O time, sinceramente, tem que ficar mais ajustado na parte defensiva. Foram poucos jogos com números altos (gols sofridos), mas ainda assim mostra algum descontrole”, afirmou.

Returno assustador

Dos 43 gols sofridos, 12 acontecerem em apenas três jogos. No primeiro deles, contra o Santos, o goleiro Victor “comemorou” o 200º jogo pelo Atlético buscando, pela primeira vez, quatro bolas na rede.

O passeio abriu caminho para Sport e São Paulo repetirem o baile. Em 16 jogos do returno, o Galo levou 25 gols, contra 18 no primeiro turno.[/TEXTO] No mesmo período desta segunda metade de campeonato, até mesmo o Vasco teve um desempenho superior, tendo sido vazado 22 vezes.

Amanhã, às 17h, entretanto, a defesa do Galo poderá ter um refresco no Independência. Pela 36ª rodada, a equipe recebe o Goiás, dono do quinto pior ataque do Brasileirão entre os clubes visitantes.

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