O Comitê Olímpico Rio-2016 é quem irá pagar a reforma do Maracanãzinho e do Parque Aquático Julio de Lamare para os Jogos. As obras inicialmente estavam sob a responsabilidade da Concessionária Maracanã, que prometeu investir R$ 40 milhões nas reformas como contrapartida por ter vencido a licitação para assumir o Complexo do Maracanã, do qual o ginásio e parque aquático fazem parte.

De acordo com o Comitê Rio-2016, as obras terão início do mês que vem e devem terminar em junho. A reforma será paga com parte dos R$ 330 milhões que o comitê captou por meio da lei de renúncia fiscal. Pela Lei "ICMS Olímpico", as empresas podem descontar do imposto devido ao Estado do Rio o valor investido em obras ligadas à Olimpíada.

Na segunda-feira, o consórcio que administra o Maracanã demitiu 75% de seus funcionários (36) aumentando os rumores de que está em vias de devolver a concessão do estádio ao governo do Estado do Rio de Janeiro. A possibilidade de rompimento de contrato - que tem duração prevista até 2048 - ganhou força no segundo semestre do ano passado.

A operação do estádio do Maracanã vem apresentando déficit todos os anos. No balanço financeiro de 2013, a Concessionária Maracanã - formada pela empreiteira Odebrecht, que detém 95% dos ativos, e pela norte-americana AEG - apresentou prejuízo de R$ 48 milhões. A previsão para 2016 é ainda pior, uma vez que o estádio passará parte do ano cedido ao Rio-2016.

Sem perspectivas de que a concessionária cumpriria com o combinado, o Comitê Rio-2016 preferiu assumir as obras. O Julio de Lamare, que seria demolido antes da Copa e foi mantido de pé após uma série de protestos, será usado na Olimpíada apenas para aclimatação.

O Maracanãzinho receberá jogos de vôlei e, na reforma, vai ganhar nova quadra de aquecimento e melhorias nos sistemas de iluminação e de ar condicionado. Nas duas primeiras semanas de junho, vai sediar jogos da Liga Mundial e do Grand Prix, em testes para o Rio-2016.