O projeto de construção do Estádio próprio pelo Atlético já tem definições técnicas e plano de viabilidade financeira prontos. E tais informações já foram passadas para grupos de Conselheiros, em encontros informais.

Enquanto a data para a reunião oficial do Conselho Deliberativo não é agendada para tratar da discussão se o projeto será aprovado e retirado do papel, a apresentação do mesmo já ocorreu em encontros no Hospital Mater Dei e no Sicepot (sindicato da indústria da construção pesada de Minas Gerais).

Primeiro, a convite da família Salvador, fundadora e administradora do Mater Dei e com membros no Conselho, um grupo de conselheiros teve contato com detalhamento do projeto. O próprio presidente Daniel Nepomuceno foi convidado pra ocasião da semana passada.

Já nesta segunda-feira (17), no mesmo local do lançamento da nova camisa de 2017, Nepomuceno e o arquiteto e novo conselheiro do Galo, Bernardo Farkasvolgyi, além do diretor de planejamento e marketing, Pedro Tavares. O trio dividiu o palco do auditório com Emir Cadar, ex-presidente do Conselho e anfitrião do encontro.

A expectativa é que ocorra a reunião extraordinária pra tratar exclusivamente da "casa própria" neste mês. Mas segundo o HD apurou, nada foi definido ainda.

Neste encontro formal, haverá a discussão e definição se a proposta financeira pra levantar a Arena Multiuso será aceita. A grande questão é envolver a venda de 50,1% do shopping Diamond Mall. O centro comercial - um dos maiores patrimônios do clube - foi construído num terreno alvinegro e foi arrendado até 2026 pra Multiplan. Esta própria empresa tem a proposta de comprar metade do shopping por R$ 250 milhões e ampliar o atual acordo por mais quatro anos.

O debate a ser levantado no Conselho e mensurar se será vantajoso construir o Estádio e abrir mão de lucrar mais no Shopping que será 100% do clube numa região nobre de BH, tendo em vista que o Diamond tem ampliação prevista (construção de mais um andar).

Outros recursos da obra já estão encaminhados. O local da construção foi cedido pela MRV Engenharia, que garante comprar os naming rights se não pintar outra empresa postulante. Além disso, o Galo ja garantiu 60% da verba proveniente de cadeiras cativas (R$ 60 milhões), tendo o Banco BMG como parceiro.