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O ex-presidente do Cruzeiro Wagner Pires de Sá pode perder a condição de conselheiro do clube junto de um velho conhecido, Hermínio Lemos, seu 1º ex-presidente entre 2018 e 2019. 
A Comissão de Ética e Disciplina da Raposa entendeu após análises documentais que a dupla cometeu infrações graves no período em que comandou o clube. Agora será encaminhado à Mesa Diretora do Conselho Deliberativo a recomendação de expulsão de Wagner e Hermínio do quadro de conselheiros por gestão temerária. 

A informação da análise da possibilidade da expulsão dos ex-dirigentes foi publicada pelo Hoje em Dia no dia 22 de abril. Na ocasião, a Comissão de Ética havia enviado um documento ao ex-presidente pedindo explicações sobre a falta de pagamento de salários e direitos trabalhistas por mais de 90 dias a jogadores e funcionários do clube, o que provocou a perda dos direitos econômicos de direitos econômicos de vários atletas.

O portal Superesportes trouxe nesta semana novidades sobre o processo de expulsão. Dentre essas, por exemplo, a indefinição quanto à metodologia para expulsão, já que recentemente conselheiros inverteram por meio de liminar na Justiça expulsões do Conselho Deliberativo. 

A justificativa

No site do Cruzeiro a explicação para a Comissão de Ética e Disciplina indicar a expulsão dos dois ex-dirigentes do clube.

"Ficou demonstrado que os dirigentes deixaram de arcar com as obrigações trabalhistas e previdenciárias do Clube, tendo, ainda, deixado de observar o disposto na Lei nº 13.155/2015, que estabelece princípios e práticas de responsabilidade fiscal e financeira e de gestão transparente e democrática para entidades desportivas profissionais de futebol", diz parte do texto publicado no site oficial do Cruzeiro.

O texto é finalizado com mais justificativas para a expulsão: "O grande prejuízo financeiro oriundo da perda de direitos econômicos de atletas, as inadimplências previdenciárias, fiscais e trabalhistas, a negligência no regular pagamento das parcelas vinculadas ao PROFUT, aliadas às investigações policiais, com suspeitas de desvios financeiros e atos ilícitos, são suficientes para a caracterização de falta grave, o que foi confirmado pelo relatório entregue pela empresa de investigações Kroll, e que foi encaminhado na última segunda-feira, 18 de maio, ao Ministério Público de Minas Gerais", finaliza dessa forma o texto.