cruzeiro, balanço financeiro

Questionado por conselheiros da oposição, por torcedores e até por ex-presidentes do clube quanto à sua inoperância para assuntos delicados, como a expulsão de membros do quadro que receberam dinheiro de forma irregular, contrariando o Estatuto, o Conselho Deliberativo do Cruzeiro parece ter definido uma data para analisar o balanço financeiro de 2019, considerado o pior da quase centenária história celeste. Provavelmente, o dia para tal apreciação será 25 de agosto.

A informação foi passada ao Hoje em Dia na manhã desta segunda-feira por Rogério Nunes de Oliveira, assessor da presidência do Conselho, e braço-direito de Zezé Perrella. Nunes ocupa o cargo desde 2018, quando o ex-senador ainda ocupava o cargo máximo do Conselho Deliberativo.

Mantido na assessoria da presidência na gestão de Paulo Pedrosa, Rogério Nunes procurou o HD após publicação da reportagem: "Conselho 'passa pano' para conselheiros expulsos e ignora aprovação das contas de 2019', veiculada no site do jornal na manhã desta segunda-feira (3).

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Conselho do Cruzeiro 'passa pano' para conselheiros expulsos e ignora aprovação das contas de 2019

Nunes afirmou que o edital de convocação para a reunião que analisará as contas do Cruzeiro em 2019 será publicado nesta terça-feira. 

"Sobre a prestação de contas de 2019, pela urgência que o Cruzeiro tem de alienar o imóvel (Campestre 2), preferimos fazer essa reunião agora (nesta segunda-feira, dia 3 de agosto). Mas já está marcada para 25 de agosto (análise do balanço do ano passado) e o edital será publicado amanhã (terça-feira, 4). Dia 25 está marcada a reunião para prestação de contas de 2019. Não tem nada escondido, está tudo claro, e o nosso presidente Pedrosa, do Conselho, está em alinhamento profundo com o presidente do Cruzeiro Sérgio Santos Rodrigues para resolver todas as questões", explicou o assessor da presidência.

Há uma discussão legal sobre o prazo para os clubes, em sua maioria associações civis sem fins lucrativos, aprovarem suas contas do período de 2019. Entendimentos apontam que o dia 31 de julho era o limite para tais discussões. Isso já se levando em conta a prorrogação por parte das autoridades por causa da pandemia. O prazo original era abril. 

Discussão sobre excluídos

A respeito de outro ponto questionado por membros do Conselho Deliberativo, do que trata da expulsão dos conselheiros que foram remunerados entre 2017 e 2019, na gestão Wagner Pires de Sá, o que não é permitido pelo Estatuto do clube, a posição de Rogério Nunes é a de que o órgão precisa aguardar decisão judicial para tratar do tema. 

"Não teve a posição do Conselho por que existe um processo no Tribunal de Justiça (TJMG), há uma liminar que dá direito a eles votarem. Então, estamos esperando o TJ dar uma palavra final sobre esse processo, aí sim o Conselho pode agir. Enquanto tiver sub judice nós não temos como fazer nada", alegou.