
O Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro sofre a segunda baixa em menos de uma semana. Depois da saída do vice-presidente Vittorio Medioli, agora foi a vez de Pedro Lourenço, que havia assumido como vice de futebol, deixar o cargo.
A decisão foi tomada em uma reunião na manhã desta quinta-feira (9), na sede administrativa da Raposa. O jornal O Tempo publicou nominalmente que o dono da rede de Supermercados BH deixaria o posto. O Hoje em Dia adiantou no início desta quinta que mais membros do Conselho Gestor poderiam deixar o clube por questões políticas e divergências sobre a manutenção de certas figuras em cargos diretivos no clube.

Depois da saída do vice-presidente Vittorio Medioli, agora foi a vez de Pedro Lourenço, que havia assumido como vice de futebol, deixar o cargo
A mais recente polêmica coloca no centro da discussão o supervisor administrativo Benecy Queiroz. Uma das figuras mais conhecidas nos corredores do Cruzeiro por ter mais de 45 anos de serviços prestados, "Bené", como é chamado por muitos, virou alvo de protesto dos torcedores.
De acordo com informações recebidas pelo HD, há dentro do Conselho de Notáveis quem apoie a permanência de Benecy Queiroz e o coloque como "intocável" mesmo com a pressão que vem de fora. Tudo isso pela longa relação de amizade que existe entre o próprio Benecy e quem tem agido como um "escudo" para o dirigente.
A permanência de Benecy Queiroz foi, ainda segundo informações recebidas pela reportagem, um dos motivos que acelerou o desligamento do CEO Vittorio Medioli, que desejava retirar todos os dirigentes ligados à diretoria anterior, mas não teve apoio em massa para tal. Além das questões legais por conta das atribuições do empresário, atual prefeito de Betim, os "conchavos políticos" escancararam uma certa divisão no "coração" do Conselho Gestor.
Saída de Pedro Lourenço
Com a saída de Pedro Lourenço, Alexandre Mattos, que vinha colaborando no departamento de futebol, também deixa o clube.
Pedro Lourenço foi o responsável por quitar nos últimos dias o pagamento de aproximadamente R$ 260 mil para a compra do ônibus que transporta a delegação no traslado para jogos e ao aeroporto. Esse pagamento impediu que o veículo fosse devolvido à fabricante.
Além disso, ele também ajudou com dinheiro para quitar salários atrasados de funcionários que recebem vencimentos mais baixos no clube.
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