Depois de a Prefeitura do Rio de Janeiro ter rescindido o contrato de reforma do Centro de Hipismo da Olimpíada de 2016, no Complexo Esportivo de Deodoro, a construtora Ibeg, responsável pela obra, informou nesta quinta-feira, por meio de nota oficial, que recebeu a notícia com "absoluta perplexidade".

Mesma construtora que liderava o consórcio responsável pela construção do Centro de Tênis dos Jogos Olímpicos e que, na semana passada, também teve o acordo rompido pela prefeitura, a empreiteira ainda foi multada em R$ 10,9 milhões pelo Município. A Ibeg afirmou que irá recorrer à Justiça contra a decisão da prefeitura.

O rompimento do contrato foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira. As razões apresentadas pela Prefeitura são os atrasos na execução da obra e o desrespeito a cláusulas contratuais. O acordo havia sido assinado em 2014 e está orçado em R$ 157 milhões.

Na semana passada, a construtora havia conseguido uma liminar na Justiça que assegurava a manutenção do contrato firmado para o Centro de Hipismo. A ação pretendia evitar que o rompimento do Centro de Tênis se repetisse na obra de Deodoro.

"A empresa Ibeg, responsável pelo contrato de construção do Centro Olímpico de Hipismo, em Deodoro, manifesta sua absoluta perplexidade pelo rompimento unilateral do contrato que tem com a Prefeitura do Rio de Janeiro, desrespeitando frontalmente a liminar concedida no dia 14 de janeiro de 2016 pela 9ª Vara de Fazenda Pública, determinando que a Prefeitura se abstenha de aplicar penalidades à empresa contratada para construção do Centro de Hipismo de Deodoro, até o julgamento final da questão pelo poder judiciário", diz trecho do comunicado.

A construtora alega "desequilíbrio econômico-financeiro" para o atraso na obra, culpando a Prefeitura do Rio por atraso no repasse de pagamentos. A empresa afirma ainda que não foi apresentado o projeto básico licitado.