A Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano) indicou nesta quarta-feira que Antonio Conte poderá seguir no comando da seleção da Itália mesmo se for indiciado por manipulação de resultados no país. O técnico está sob investigação de promotores em Cremona por supostamente ter cometido fraude esportiva quando treinou o Siena na temporada 2010/2011.

Os nomes dos indiciados neste caso deverão ser revelados pela Justiça italiana no próximo mês. Ao comentar o assunto nesta quarta, o presidente da FIGC, Carlo Tavecchio, destacou que "um indiciamento não é uma condenação". "O técnico tem nossa total compreensão, confiança e solidariedade", destacou o dirigente.

Conte, que negou envolvimento neste escândalo de manipulação, já cumpriu quatro meses de suspensão esportiva durante a temporada 2012/2013, quando comandava a Juventus, depois que jogadores disseram aos promotores que o treinador sabia que partidas foram manipuladas em 2011 no futebol italiano.

Tavecchio, porém, mostrou apoio ao técnico ao também dizer que "Conte foi atormentado por oficiais de justiça por quatro anos" e que o mesmo "tem o direito de ser julgado dentro de um prazo razoável". Desta forma, o dirigente estaria admitindo que o comandante poderia dar seguimento ao seu trabalho no comando da seleção enquanto estiver sendo julgado pela Justiça da Itália.