Enquanto a pista de corrida que abriga o Grande Prêmio de Fórmula 1 da Rússia segue fechada, os motores ligados no Parque Olímpico de Sóchi nos asfaltos adjacentes são de mobiletes e carrinhos de golfes alugados por famílias. Mas há outro barulho no local; rodinhas bem gastas de um skate.

Acima dele, não é o som que chama a atenção. São as cores amarela e verde, numa camisa com o número 11 às costas e o nome "Ronaldinho". O skatista Marcelo Gervásio chegou ao litoral sul da Rússia, cidade-resort que abrigará a Seleção Brasileira para a Copa 2018, numa aventura de cinco continentes.

Skatista começou aventura na Nova Zelândia

Enquanto o time de Tite não chega em terras russas à margem do Mar Negro - desembarcará nesta segunda-feira - o carioca de 53 anos cumpre o roteiro de dois anos atravessando a Ásia para completar uma missão inédita, digna de Guinness Book.

Marcelo já atravessou a África e a América do Sul a bordo do skate sem motor. Em 2016, iniciou a nova etapa na Nova Zelândia com destino final na Copa do Mundo em Moscou, antes de cruzar a Europa e voltar pro Brasil. Em quase 48 meses, tem na ponta da língua os países riscados sobre uma prancha: 

"Eu comecei no Brasil há 2 anos. Fui para Nova Zelândia. Depois Austrália, Cingapura, Malásia, Bangoko, Tailândia, Laos, Camboja, Birmânia, Blangladesh, India, Nepal, Paquistão, Turcomenistão, Tarjiquistão, Uzbequistão. Quirquistão Cazaquistão. Azerbajião, Armênia, Geórgia e Sochi", afirmou.

Personagem de matérias do Esporte Espetacular, Marcelo produzirá materiais de vídeo de suas aventuras agora em solo russo. Sempre encontra acolhimento local. Desta vez, com um simpático microbiologista e viajante de Sóchi, Alex Naumenko. A próxima parada é Rostov, onde o Brasil estreia no Mundial contra a Suíça.

Depois, irá atravessar a Europa, chegando em Portugal. Assim, completará a promessa feita ao pai quando ele faleceu e poderá voltar ao Brasil, com passaporte abarrotado de carimbos, coleção de bandeiras de países e o skate mais resistente do mundo.