Em apenas sete meses, o mapa-múndi ganhou novas dimensões para o Brasil. Ameaçada de ficar fora da Copa de forma inédita, a Seleção experimentou uma verdadeira guinada sob o comando do técnico Tite. E, surpreendentemente, tornou-se a primeira a carimbar o passaporte para a Rússia dentre 209 equipes concorrentes a 31 vagas no Mundial.

Além das oito vitórias consecutivas que levaram o país da sexta para a primeira colocação nas Eliminatórias Sul-Americanas, a Seleção alcançou outro recorde, confirmando matematicamente a classificação com quatro rodadas de antecedência.

Ao lado do país-sede, que tem lugar cativo e não disputa a fase de classificação, o Brasil agora analisa “de camarote” a briga pelas 30 vagas restantes. Faltando quatro rodadas na América do Sul e cinco na Europa (sem contar as repescagens), seleções como Argentina e Holanda, semifinalistas em 2014, convivem com o risco de não ir ao Mundial.

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Além dos últimos jogos nas Eliminatórias (Equador, Colômbia, Bolívia e Chile), a Seleção ainda terá seis datas para amistosos antes da Copa. E duas delas serão já em 2018, após o sorteio da fase de grupos do Mundial, em 1º de dezembro deste ano.

Três desses duelos já estão marcados. O Brasil enfrentará Argentina e Austrália, nos dias 9 e 13 de junho, em Melbourne, e Alemanha, no dia 27 de março do ano que vem, em Berlim, no teste derradeiro antes da disputa pelo hexa.

Vale lembrar que a boa sequência de resultados com Tite devolverá o Brasil ao topo do ranking da Fifa na próxima atualização, em abril. Caso se mantenha entre os sete melhores da lista até o sorteio, o país será um dos cabeças de chave, ao lado da própria Rússia.

Concorrência

Na América do Sul, sete candidatos ainda disputam as três vagas diretas remanescentes. Sem Lionel Messi, suspenso por mais três jogos, a Argentina vive um drama na quinta colocação.

Entre os europeus, Alemanha, Polônia e Inglaterra estão “com um pé” no Mundial, enquanto as gigantes Espanha e Itália travam duelo por uma vaga direta. Já a Holanda é apenas a quarta colocada em seu grupo.

Na Ásia, o Irã tem a classificação mais bem encaminhada. Na América do Norte, o México lidera o hexagonal final. E, na Oceania, a Nova Zelândia aguarda o adversário no playoff pela vaga na repescagem intercontinental. Por fim, a África teve apenas duas rodadas disputadas até o momento e está mais longe de definir os representantes.

Estádios

Restando cerca de três meses para a abertura da Copa das Confederações (17 de junho), o comitê organizador da Rússia já deu por concluídos os quatro estádios que sediarão o principal teste para o Mundial de 2018.

Os campos do Rubin Kazan e do Spartak Moscou (Otkrytie Arena) recebem partidas de futebol regularmente desde 2013 e 2014, respectivamente. Já o Estádio Olímpico de Fisht (Sochi), sede dos Jogos Olímpicos de Inverno há três anos, foi reinaugurado anteontem, após reforma, no empate por 3 a 3 em amistoso entre Rússia e Bélgica, diante de 47 mil torcedores.

A obra mais atrasada é a do Estádio Krestovsky (São Petersburgo), nova casa do Zenit. Em construção há impressionantes dez anos e orçada em R$ 2,3 bilhões, a arena chegou a ser classificada como “vergonha nacional” pelo presidente russo, Vladimir Putin. Segundo a Fifa, porém, o local “já recebeu recentemente seus primeiros espectadores, durante eventos-teste, e será entregue em abril".

Considerando todos os 12 estádios da Copa do Mundo, apenas um (Arena Cosmos) tem previsão de conclusão somente em 2018. Palco das cerimônias de abertura e encerramento, o estádio Olímpico Luzhniki (Moscou) será inaugurado em 11 de novembro deste ano, em amistoso entre Rússia e Argentina.

O custo final das sedes será de aproximadamente R$ 11 bilhões, contabilizando o R$ 1 bilhão investido no Estádio Olímpico de Fisht há três anos. No Mundial de 2014, no Brasil, foram gastos R$ 8,3 bilhões, segundo dados oficiais.

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