De contratação desnecessária a importante peça no esquema de Jorge Sampaoli. Com três jogos realizados pelo Atlético, o goleiro Everson já caiu nas graças dos torcedores do alvinegro e mostra que, apesar da grande fase de Rafael, hoje reserva, o comandante argentino não exagerou no pedido à diretoria.

Bem com as mãos e, principalmente com os pés, o arqueiro de 30 anos deu o cartão de visitas e, contra o Grêmio, até assistência a gol conseguiu dar. Com DNA do futsal e inspirado em Rogério Ceni, ele quer fazer história no clube mineiro.

"Estou muito feliz com esse começo de trabalho. Sei que a função principal do goleiro, mas no futebol moderno estou podendo ajudar a equipe também com outras valências. Consegui algo que é difícil no futebol (para um arqueiro), que é dar uma assistência para um atacante fazer o gol", comentou nesta quinta-feira (1), em entrevista remota concedida na Cidade do Galo.

"Fui muito bem recebido pelo grupo todo, principalmente pelos goleiros. Temos um clima muito bom de amizade, o que torna o trabalho mais prazeroso. Dentro de campo vem o resultado. O Rafael estava muito bem também e agora eu estou tento esta oportunidade", acrescentou, destacando a boa convivência com os concorrentes de posição.

Sempre questionado sobre a facilidade com que atua com os pés, Everson destaca o alicerce. Segundo o goleiro, a função executada nas quadras foi de fundamental importância.

"Eu fiz minha base no São Paulo, numa época que tínhamos por lá o Rogério Ceni, uma referência neste quesito, que sempre demonstrou uma diferença com a bola nos pés. Sempre fui adepto do futsal, praticava esse esporte quando era mais novo e fazia muito a função de goleiro-linha, busquei me aventurar no ataque em algumas oportunidades também. No ano passado, pude evoluir muito na saída de jogo com os pés neste trabalho com o Sampaoli, ele me ajudou a chegar no nível que estou hoje", finalizou.