Os conselheiros do Cruzeiro se preparam para analisar, no dia 25 de abril, no Salão Nobre do Barro Preto, as contas do clube referentes ao ano de 2018. O balanço financeiro da Raposa foi divulgado e apresentou déficit de R$ 27.236,795.

Pela sétima vez seguida o Cruzeiro fecha um ano ‘no vermelho”. A última vez que conseguiu garantir lucro ao fim da temporada foi em 2011, quando apresentou superávit de R$ 13,1 milhões.

Desde então o clube estrelado não sabe o que é lucro ao fim de um ano, e a temporada de 2017 garantiu o quarto maior índice negativo nas contas do Cruzeiro desde 2012.

Em 2012 as contas fecharam negativas em R$ 30,9 milhões; nas temporadas em que faturou o bicampeonato brasileiro o Cruzeiro também ficou no vermelho. Em 2013 o acúmulo negativo foi de R$ 22,8 milhões e em 2014 de R$ 38,6 milhões.

Já em 2015 a conta ficou negativa em R$ 25, 7 milhões; em 2016 o clube ficou com R$ 29,3 milhões e 2017 R$ 16,8 milhões.

Por problemas financeiros como os apontados no Balanço Patrimonial com referência ao ano passado que a atual diretoria buscou o apoio dos conselheiros para aprovar em assembleia o empréstimo de R$ 300 milhões.

A intenção é amortizar dívidas urgentes e garantir um parcelamento interessante, com juros menores, para o clube se livrar das prováveis execuções fiscais. O que daria um gás a mais para o clube planejar o aumento de sua arrecadação.

Apesar do aumento da dívida, o Cruzeiro conseguiu aumentar também suas receitas. Em 2018 a arrecadação atingiu R$ 363.247.150,00, contra R$ 283.382.276,00 em 2017, com R$ 79,8 milhões de diferença em relação a um ano e outro.

O documento do Balanço Patrimonial aponta também um crescimento na arrecadação dos direitos de transmissão, a famosa “cota de TV”.

Em 2018 a Raposa colocou nos cofres R$ 190.784.083,00, sendo R$ 95.587.007 de receitas advindas do Campeonato Brasileiro e R$ 64.085.711,00 da Copa do Brasil. Número esse já contabilizando a premiação milionária de R$ 52.133.798,00 pelo título do mata-mata.