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A situação financeira difícil do Cruzeiro fez com que o clube atrasasse os salários no mês de agosto. No entanto, somente após 15 dias de atraso é que a diretoria celeste iniciou o repasse de dinheiro para seus colaboradores. Nessa quinta-feira (24), os funcionários que recebem até R$ 2,1 mil começaram a receber os pagamentos.

Segundo informações recebidas pela reportagem, funcionários ativos e os que tiveram os contratos suspensos receberam o salário. 

O Cruzeiro pagou integralmente quem segue a rotina de trabalhos na pandemia. Já os colaboradores que tiveram os contratos suspensos, o clube pagou 30%. 

Os outros 70% ficam sob responsabilidade do Governo Federal, por meio do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda (Lei 14.020/2020), instituído após o início da pandemia do novo coronavírus.

O Cruzeiro confirmou ao HD que iniciou os pagamentos dos salários atrasados.

"O clube iniciou o pagamento dos salários de agosto aos colaboradores que possuem vencimentos de, no máximo, R$ 2.100,00 líquidos, o que representa cerca de 1/3 do quadro. A diretoria tem trabalhado forte para quitar toda a folha o mais breve possível", explicou em nota, após solicitação de esclarecimentos por parte da reportagem.

O Hoje em Dia noticiou no começo de setembro que o salário de agosto no Cruzeiro estava atrasado. Na ocasião, a diretoria pediu desculpas pelo ocorrido, disse que trabalharia para resolver a situação e que não honrou os compromissos em dia pela queda nas receitas. 

Mandado de segurança

Além do pagamento de salários, o departamento jurídico do Cruzeiro conseguiu derrubar no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais o pedido de bloqueio judicial feito pelo ex-diretor das categorias de base Amarildo Ribeiro.

O ex-dirigente havia conseguido tutela antecipada para “segurar” de R$ 521.124,14 da venda do atacante Renato Kayzer ao Athletico-PR. O montante serviria para quitar parte da dívida trabalhista do Cruzeiro com o próprio Amarildo Ribeiro.

No total a Raposa deve ao ex-diretor R$ 577.129,25, entre salários atrasados, aviso prévio, 13º, férias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), multas contratuais e honorários de sucumbência para advogados.

O Cruzeiro vendeu Renato Kayzer por R$ 5 milhões, mas teve direito de ficar com R$ 3,8 milhões, uma vez que detinha 70% dos direitos do jogador. O Vasco era o dono dos outros 20% e o próprio jogador tinha o restante (10%).