Mal havia sido anunciada a demissão de Vanderlei Luxemburgo, nesta segunda-feira (31), e diversos nomes já eram especulados na Toca da Raposa para herdar o comando do time no restante da temporada. Entre eles, o favorito da diretoria é o de Mano Menezes, ex-Corinthians e Seleção Brasileira, já procurado pela cúpula celeste.

Independentemente de quem assumir o cargo, o novo treinador terá muito trabalho para colocar a equipe novamente nos eixos. Ocupando a preocupante 16ª posição na tabela, com 22 pontos, o Cruzeiro tem 42% de chances de amargar um rebaixamento inédito para a Série B, segundo o site Probabilidades do Futebol, mantido pelo Departamento de Matemática da UFMG.

O presidente Gilvan de Pinho Tavares e o Conselho do clube consideraram insustentável a situação de Luxemburgo após a derrota por 1 a 0 para o Santos, no domingo, bem como a permanência do diretor de futebol, Isaías Tinoco, contratado há apenas um mês.

“Acho que não era um momento bom para trocar treinador. Mas não podia deixar a coisa continuar desta forma. Ele (Luxemburgo) entendeu o momento do Cruzeiro. Me agradeceu demais, disse que respeitava a minha decisão. Vanderlei não é mais técnico. Isaías Tinoco não é mais diretor. E eles sequer falaram em multa de rescisão”, explicou Gilvan.

Reestruturação

A ameaça de uma possível queda fez o mandatário agir nos bastidores. O superintendente da base do Cruzeiro, Bruno Vicintin, aceitou o convite de Gilvan e passa agora a ser o novo vice-presidente de futebol. Ele será o responsável pela reestruturação do departamento. Segundo o dirigente, o novo treinador terá as características da “escola Cruzeiro de futebol”. Além de Mano Menezes, Muricy Ramalho e Adílson Baptista foram nomes analisados.

“Na base, o Klaus (diretor) questionou os treinadores sobre qual é a identidade do Cruzeiro. A escola do Cruzeiro é de toque de bola. Vamos procurar um treinador com bons trabalhos recentes e que saiba a história do Cruzeiro, como o Cruzeiro joga”, disse Bruno.

Interino

Nesta quarta-feira, contra a Ponte Preta, em Campinas, o auxiliar técnico Deivid será o responsável pelo comando à beira do campo. Luxemburgo chegou ao Cruzeiro no início de junho após a demissão do bicampeão brasileiro Marcelo Oliveira e tinha contrato até o fim de 2016. Em pouco menos de três meses no cargo, Luxa acumulou seis vitórias, dez derrotas e três empates.

 

 

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