O empate em 0 a 0 e a performance com o Cuiabá, nesta terça-feira (29), no Independência, resume o futebol do Cruzeiro em grande parte desta Série B do Brasileiro: sem graça e sem qualidade. Não é à toa que o time mineiro está onde está, no meio da tabela, com chances cada vez mais remotas – beirando à utopia – de acesso. Pior: com meros 41 pontos, em 32 rodadas, Felipão e seus comandados ainda correm o risco da degola.

Com o resultado, já é certo que a Raposa ficará quase um mês sem ganhar uma partida. Isso porque o próximo duelo será em 8 de janeiro, às 21h30, ante o Sampaio Corrêa, no Castelão (MA), e o último triunfo dos celestes se deu no dia 11 dezembro, em cima do Vitória, por 1 a 0, no Barradão.

De lá para cá, adicionou mais quatro itens à sua coleção de fracassos na Segundona: os empates com CSA, Avaí e Cuiabá e a derrota para a Ponte Preta.

Enquanto se aproxima de seu centenário, o sonho de subir à Primeira Divisão vai se tornando pó.

O jogo

Para quem imaginava que a pressão inicial do Cruzeiro resultaria em gol, acabou frustrado com o empate em 0 a 0 no primeiro tempo. Sem contar que a melhor chance foi do Cuiabá. Aos 31 minutos, Marcinho chegou à frente, deu de calcanhar para Pierini, que chutou para o gol sem goleiro, mas viu Manoel salva a pele da Raposa.

Na segunda etapa, nada mudou. A luta do time celeste não se converteu em gol. Desta vez, nem a bola parada, que em outras oportunidades salvou a equipe mineira, colaborou com a Raposa. Sóbis e Arthur Caíke, de tanto correrem, deixaram o gramado exauridos. E depois que saíram, parece que levaram o pouco de inspiração que o Cruzeiro tinha. 

Cruzeiro

CRUZEIRO 0 X 0 CUIABÁ
Motivo:
32ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro
Data: 29/12/2020 (terça-feira)
Estádio: Independência
Cidade: Belo Horizonte
Arbitragem: Thiago Luis Scarascati, auxiliado por Neuza Ines Back e Daniel Luis Marques, todos paulistas
Cartões amarelos: Adriano, Felipão, Manoel (Cruzeiro); Alexandre Melo, Jenison, Matheus Barbosa (Cuiabá)

CRUZEIRO
Fábio; Cáceres, Manoel, Ramon e Matheus Pereira; Adriano, Machado e Giovanni (Régis); Arthur Caíke (Airton), William Pottker e Rafael Sóbis (Thiago)
Técnico: Felipão

CUIABÁ
João Carlos; Lucas Ramon, Ednei, Anderson Conceição e Alexandre Melo (Kunde); Matheus Barbosa, Pierini e Nenê Bonilha; Marcinho (Willians), Elton (Jenilson) e Felipe Marques (Maxwell)
Técnico: Allan Aal