Até os 33 minutos do segundo tempo, a taça de campeão mineiro era do Atlético. Um pênalti, porém, mudou a história do jogo e levou o Cruzeiro ao seu 38º título, coroando uma temporada em que não perdeu uma partida sequer em 19 embates. Como tinha vencido o primeiro jogo da final por 2 a 1, no Mineirão, o 1 a 1 foi suficiente para os comandados do técnico Mano Menezes ficarem mais uma vez com o caneco, fazendo a festa no Independência.

Precisando da vitória, o Atlético entrou em campo com uma formação mais ofensiva, com Luan na função de armador e Geuvânio no lugar de Cazares, contundido, aberto pela direita. E foi dos pés do camisa 49 o primeiro lance de perigo, aos 5 minutos, após cobrança de lateral de Guga, que mandou a bola dentro da grande área. O atacante tocou para Ricardo Oliveira, que, tentando deslocar o goleiro Fábio, mandou por cima, acertando o travessão. A bola ainda voltou para Luan, que chutou cruzado, para fora.

Enquanto o Atlético buscava trabalhar a troca de passes dentro da grande área, a partir do lado direito, com Guga e Geuvânio, o Cruzeiro, mais bem organizado, jogava com velocidade no contra-ataque, aproveitando os espaços deixados pelo Galo. Aos 11 minutos, foi a vez dos visitantes terem uma bola no travessão de Victor. Marquinhos Gabriel cruzou da esquerda e, Igor Rabello, ao cortar o lançamento, jogou contra o patrimônio.

Se Geuvânio se destacava no lado direito, Chará, a exemplo do primeiro jogo da final, também passou a fazer a diferença do lado esquerdo. Após arriscar um chute de fora da área, aos 29 minutos ele realiza um belo lançamento para Ricardo Oliveira, que fica cara a cara com Fábio. O goleiro cruzeirense espalma e Elias entra em velocidade na grande área, ganhando de Dodô na disputa pelo alto, e chutando para gol. O zagueiro Léo tenta tirar, com a bola batendo na trave antes de entrar.

Mesmo com o gol, que já lhe dava o título de campeão mineiro, o Atlético não parou. Geuvânio, ovacionado pela torcida, recebeu um longo lançamento na direita, dribla Dodô – pouco inspirado na defesa, apesar de bons momentos no ataque – e chuta cruzado, obrigando Fábio a pular e mandar para fora.

Além da boa atuação do Atlético, outro destaque do primeiro tempo foi o VAR, várias vezes acionado. Em duas ocasiões, foi determinante para a marcação de dois cartões amarelos, de Geuvânio, logo no início, autor de uma entrada dura em Dodô, e de Edílson, que deu um pisão em Ricardo Oliveira.

Cruzeiro voltou com maior ímpeto para o segundo tempo e quase empatou, numa cobrança de falta de Robinho, com a bola passando raspando da trave direita de Victor. Mas esbarrava na forte defesa do Galo, evidenciando para entrar na área. Jogando de forma organizada e com o tempo a seu favor, o Atlético não dispensou as subidas ao ataque, chegando com perigo.

Mano Menezes pôs em campo Pedro Rocha e Thiago Neves e, a partir do primeiro, surgiu o gol de empate do Cruzeiro, aos 34 minutos. Numa jogada pela esquerda, quando buscou o drible em Leonardo Silva, a bola tocou no braço do zagueiro já caído. Depois de consulta ao VAR, o árbitro Leandro Bizzio marcou pênalti. Fred bateu no canto direito e fez o gol do título, o 12º dele no campeonato regional. 

Os dois times agora retomam as suas atenções para a Copa Libertadores, em situações distintas. Com apenas três pontos em quatro jogos, o Galo tem uma missão difícil pela frente, precisando vencer os seus dois próximos jogos – o primeiro contra o Nacional, nesta terça, às 21h30, no Mineirão. Líder em seu grupo, o Cruzeiro pega o Deportivo Lara, também na terça, às 17h, na Venezuela.

 

ATLÉTICO 1 X 1 CRUZEIRO

GOL – Elias, aos 29 minutos do primeiro tempo. Fred, aos 34 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Geuvânio, Luan, Ricardo Oliveira, Victor, Edílson, Luan, Thiago Neves, Fred, Fábio

ATLÉTICO - Victor; Guga, Léo Silva, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Alerrandro), Elias, Geuvânio (Maicon Bolt), Luan (Vina) e Chará; Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana.

CRUZEIRO - Fábio; Edilson, Léo, Dedé e Dodô; Henrique, Lucas Romero (Thiago Neves), Robinho, Marquinhos Gabriel (Pedro Rocha) e Rodriguinho (Lucas Silva); Fred. Técnico: Mano Menezes.

ARBITRAGEM – Leandro Bizzio Marinho (CBF/SP) apita a partida, auxiliado por Rafael Alves (CBF/RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (CBF/RS). Leandro Pedro Vuaden (CBF/RS) é o árbitro de vídeo

LOCAL – Independência

PÚBLICO –21.862

RENDA -  R$ 1.208.669,00