CSA Cruzeiro Rei Pelé 2019Na Série A do ano passado, o CSA, adversário celeste do próximo sábado, pela Série B, foi responsável pelos dois resultados mais lamentados pelo Cruzeiro e que foram fundamentais para o rebaixamento do clube

O Cruzeiro curte folga neste domingo (13) porque a partir desta segunda-feira (14) começa a preparação para encarar um trauma recente em sua história: enfrentar as equipes alagoanas. O técnico Ney Franco terá uma semana de treinamentos na formação do time que joga contra o CSA, no próximo sábado (19), às 21h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pela 10ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

O Azulão caiu para a lanterna da Série B neste domingo, com a derrota por 2 a 1, de virada, para o Oeste, na Arena Barueri, na Grande São Paulo. Foi a primeira vitória do time paulista na competição.

Este trauma alagoano começa a fazer parte da história cruzeirense em 25 de agosto do ano passado. Uma semana antes, Rogério Ceni tinha estreado no comando do Cruzeiro, substituindo Mano Menezes, fazendo 2 a 0 no então líder Santos, de Jorge Sampaoli, no Mineirão.

A Raposa já brigava contra o rebaixamento, mas o resultado provocou empolgação. E ela aumentou após o bom primeiro tempo diante do CSA, no Rei Pelé, vencido apenas por 1 a 0 e com várias chances desperdiçadas. Na etapa final, os donos da casa equilibraram o confronto, levaram vantagem na parte física e a “Lei do Ex” entrou em campo. O lateral-direito Apodi empatou a partida aos 48 minutos da etapa final. Foi uma ducha de água fria nos cruzeirenses.

No returno, em 28 de novembro, os dois clubes se reencontraram no Mineirão, pela 35ª rodada, com o Cruzeiro vindo de uma sequência de cinco partidas sem vitória, sendo que no último confronto tinha sido goleado pelo Santos por 4 a 1, na Vila Belmiro. Só os três pontos manteriam o time, então comandado por Abel Braga, com chances de seguir na Série A.

O zagueiro Alan Costa fez 1 a 0 para os alagoanos aos 43 minutos do primeiro tempo. Na metade da etapa final, pênalti para o Cruzeiro. Thiago Neves faz uma cobrança em que impressiona a distância que a bola passa da trave do goleiro Jordi.

Cruzeiro CSA Mineirão

Thiago Neves perdeu um pênalti na derrota e 1 a 0 para o CSA, na reta final da Série A do ano passado, resultado que praticamente decretou a queda do Cruzeiro para a Série B do Campeonato Brasileiro

Mais três rodadas ainda seriam disputadas, mas aquela derrota decretou, não matematicamente, mas moralmente, o rebaixamento cruzeirense. Abel Braga caiu após o jogo, com Adilson Batista assumindo o comando. Thiago Neves nunca mais vestiu a camisa cruzeirense. O time perdeu os três jogos estantes, para Vasco, Grêmio e Palmeiras, e está na Série B.

Argel Fucks

Nos dois traumas contra o CSA, o treinador do time alagoano era Argel Fucks, que nos tempos de jogador foi zagueiro do Cruzeiro. Após a vitória de 1 a 0 no Mineirão, em 28 de novembro de 2019, ele deixou o Azulão e assumiu o Ceará, que também brigava contra o rebaixamento.

Assim como a Raposa, o CSA também perdeu seus jogos pelas últimas três rodadas e por isso os dois se encontram no próximo sábado, em Maceió. Já o Ceará reagiu com a chegada de Argel e se salvou.

Apesar da resistência da torcida, Argel Fucks retornou ao clube neste momento em que ele passa por mais uma crise, agora brigando contra o descenso à Série C. Sendo assim, a vingança cruzeirense no próximo sábado pode ser dupla.

Isso, claro, se Argel seguiu no comando do Azulão, pois a derrota para o Oeste e a lanterna podem decretar o fim da sua passagem pelo clube.

CRB

Nesta temporada de 2020, o Cruzeiro já fez três jogos contra o CRB, maior rival do CSA, e que aparece até agora como grande carrasco celeste na temporada.

Aliás, por falar em carrasco, o centroavante do time, o veterano Léo Gamalho, é a maior pedra no sapato cruzeirense. Os dois clubes já se enfrentaram três vezes, sendo as duas primeiras pela terceira fase da Copa do Brasil, e a última pela Série B do Campeonato Brasileiro.

Nos confrontos de ida e volta, o Galo fez 2 a 0 no Mineirão, com dois gols de Léo Gamalho, em 11 de março, pouco antes da parada do futebol por causa da pandemia pelo novo coronavírus. O resultado chegou a provocar a queda do técnico Adilson Batista, mas depois o Conselho Gestor que comandava o clube mudou de ideia, sendo que quatro dias depois o treinador caiu de novo.

A volta, no Rei Pelé, já foi sob o comando de Enderson Moreira, em 26 de agosto. A Raposa fez 1 a 0 no final do primeiro tempo, numa partida em que precisava de pelo menos dois gols de diferença para levar a decisão da vaga na quarta fase para os pênaltis. Mas Léo Gamalho aproveitou falha de Léo no início da segunda etapa e decretou o 1 a 1.

Léo Gamalho

Em 7 de setembro, Cruzeiro e CRB fecharam a 8ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro jogando no Mineirão. O confronto tinha um contorno de rivalidade, não só pelos jogos na Copa do Brasil, mas também pelas reclamações que a direoria cruzeirense fez em relação ao tratamento recebido pela delegação, no Rei Pelé, em 26 de agosto.

Cruzeiro CRB Mineirão

Marcelo Moreno levou a melhor sobre Léo Gamalho para abrir o marcador para o Cruzeiro, no último dia 7 de setembro, no Mineirão, mas no final da partida, o carrasco cruzeirense decretou a igualdade, marcando seu quarto gol sobre a Raposa em 2020, em três confrontos

O Cruzeiro vencia por 1 a 0 até aos 39 minutos do segundo tempo, quando os volantes Filipe Machado e Ariel Cabral arrumaram uma lambança na saída de bola e ela sobrou limpa, na área, justamente para Léo Gamalho, que fuzilou a meta de Fábio.

Estava decretado o empate que, no dia seguinte, decretou a demissão do técnico Enderosn Moreira.

Este trauma alagoano recente será desafiado pelo Cruzeiro no próximo sábado, quando encara o CSA, às 21h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pela 10ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.